O Programa Cisternas está sendo expandido na região do Tapajós, na Amazônia, com o objetivo de melhorar o acesso ao saneamento básico por meio de soluções comunitárias. De acordo com informações do Envolverde, representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estiveram em Alter do Chão, Santarém, para anunciar a iniciativa que transforma cisternas em redes hidráulicas, energia solar e banheiros, tudo construído em parceria com as comunidades locais.
Por que a Amazônia precisa do Programa Cisternas?
A região amazônica, apesar de sua abundância hídrica, enfrenta desafios no acesso à água tratada. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), a bacia amazônica possui 81% da água superficial do Brasil, mas a infraestrutura básica de saneamento é precária. Em Santarém, por exemplo, 51,5% da população não tem água encanada, e a situação é ainda mais crítica nas áreas rurais.
Qual o impacto da falta de saneamento na saúde?
A ausência de saneamento adequado tem consequências diretas na saúde pública, agravando doenças de veiculação hídrica e a desnutrição infantil. Entre 2019 e 2023, a mortalidade geral no Pará aumentou, com destaque negativo para a região do Tapajós. A mortalidade materna e infantil também preocupa, com taxas superiores à média nacional.
Como o Programa Cisternas está sendo implementado?
O Projeto Saúde & Alegria atua como articulador técnico na região, enquanto a execução é feita por associações comunitárias e organizações indígenas. O programa não apenas constrói estruturas físicas, mas promove autonomia comunitária.
“Quando a comunidade constrói junto, sente que aquilo é dela. E quando sente que é dela, cuida”,
destaca Caetano Scannavino, coordenador do projeto.
- Expansão para a Amazônia
- Parceria com comunidades locais
- Foco em saneamento e energia sustentável