A produção brasileira de soja está prestes a atingir um novo recorde em 2026, com uma estimativa de 177 milhões de toneladas, conforme dados da Conab. Este número representa um aumento de quase 4% em relação à safra anterior. De acordo com informações do G1 Jornal Nacional, a colheita já começou em várias regiões do país, embora o ritmo varie dependendo das condições locais.
Como está o ritmo da colheita?
Em Santa Helena de Goiás, a família Mota está realizando um mutirão para acelerar a colheita.
“Nós estamos aqui, irmãos e primos. Nós juntamos oito colhedoras nessa área para poder fazer esse serviço de excelência, de colher a nossa lavoura o mais rápido possível”,
diz o produtor rural Ricardo Mota. No entanto, nem todas as regiões estão no mesmo estágio, já que a colheita só começa quando a soja está no ponto ideal e os grãos não estão úmidos.
Quais são os impactos econômicos da produção recorde?
O aumento na produção de soja traz benefícios significativos para a economia interna.
“Mais soja é, principalmente, internamente, mais farelo de soja e mais óleo de soja. O óleo de soja é a base do biocombustível. E aí você tem uma produção maior de biocombustível, que é favorável aos preços, principalmente refletindo no transporte. No farelo, a gente vai para a alimentação animal: aves, suínos, bovinos. Ou seja, transforma o custo de produção desse pecuarista em um custo menor. Isso vai chegar diretamente na mesa da dona de casa”,
afirma Leonardo Machado, analista de mercado agrícola.
Como está a produtividade em outras regiões?
Em Bela Vista de Goiás, o produtor rural Alberto de Castro cultivou 1,1 mil hectares e está colhendo resultados acima da média.
“Nós já estamos esperando 85 sacas por hectare, que é bem acima da média e com uma produção muito boa. Se pegar um preço um pouquinho melhor, salvou a lavoura de novo”.
A expectativa de alta produtividade é um reflexo das condições climáticas favoráveis e das inovações tecnológicas no cultivo.
Fonte original: G1 Jornal Nacional


