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Preço de eletrônicos pode subir com pressão de custos na indústria, diz Abinee

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A indústria eletroeletrônica brasileira relata pressão crescente nos custos de componentes e matérias-primas, cenário que pode afetar o preço final de produtos como notebooks, desktops, celulares e TVs. Segundo levantamento divulgado em 22 de abril de 2026, no Brasil, 47% das empresas do setor dizem sentir esse aumento de custos. De acordo com informações da Teletime, a sondagem foi realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, a Abinee, que também projeta impacto sobre os bens fabricados pela cadeia.

O percentual de empresas afetadas avançou pela terceira vez consecutiva. Em novembro de 2025, esse índice estava em 23%, de acordo com a entidade. Agora, além da elevação no custo de insumos, a associação aponta risco de repasse ao consumidor em diferentes categorias de eletrônicos.

O que está pressionando os custos da indústria eletroeletrônica?

Segundo a Abinee, o caso mais destacado é o das memórias, componente essencial em diversos equipamentos eletrônicos. A entidade afirma que, desde dezembro de 2024, grandes fornecedores vêm renegociando contratos com empresas brasileiras, em um movimento que elevou os preços ao longo da cadeia.

O caso mais proeminente é o de memórias. Desde dezembro de 2024, grandes fornecedores renegociam contratos com empresas brasileiras. Os reajustes podem chegar a 100% na cadeia, com estimativa de repasse de cerca de 30% no preço final de equipamentos como notebooks, desktops, celulares e TVs

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Além das memórias, a associação relata alta em outros insumos usados pela indústria, com efeitos diferentes conforme o tipo de produção e o peso de cada item na composição dos produtos.

  • memórias
  • ouro
  • prata
  • cobre
  • aço
  • alumínio
  • plástico

Como esse cenário pode afetar o preço dos eletrônicos?

A avaliação da Abinee é que a elevação dos custos tende a se refletir no preço de bens fabricados pela indústria elétrica e eletrônica. Entre os itens citados pela entidade estão notebooks, desktops, celulares e TVs, com estimativa de repasse de cerca de 30% no preço final em casos ligados às memórias.

Esse impacto, porém, não aparece de forma uniforme em toda a cadeia. A própria entidade informa que os efeitos são pulverizados e dependem do grau de utilização de cada insumo em cada produto. Ainda assim, o quadro é tratado como um fator relevante de pressão para fabricantes e consumidores.

Por que a Abinee considera a situação mais grave do que na pandemia?

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o cenário atual supera, em gravidade, o vivido no auge da Covid-19. Na avaliação dele, a crise anterior estava associada a um desajuste temporário nas cadeias de fornecimento, enquanto o movimento atual tem outra origem.

a situação atual é considerada mais grave do que a vivida no auge da Covid-19. Na pandemia, o problema foi um desajuste temporário nas cadeias de fornecimento

De acordo com a entidade, o principal fator por trás da pressão atual é o crescimento acelerado da demanda por data centers voltados para inteligência artificial. Esse aumento de consumo, segundo Barbato, sustenta a disputa por componentes e ajuda a manter os custos em patamar elevado.

Essa pressão deve se manter forte até 2028

Com isso, a leitura da associação é de que a indústria poderá continuar enfrentando dificuldade para absorver aumentos de custos no curto e no médio prazo. A informação foi divulgada pela Teletime com base em dados da Abinee e em declarações da entidade.

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