Mais de 21 mil bancos de dados do PostgreSQL estão expostos publicamente na internet no Brasil, segundo boletim divulgado em 15 de abril de 2026. O problema afeta empresas de tecnologia, plataformas de e-commerce, instituições educacionais e órgãos públicos, com risco para informações pessoais, financeiras e corporativas. De acordo com informações da Convergência Digital, com base em relatório da ISH Tecnologia, a exposição ocorre quando esses sistemas são configurados de forma inadequada e ficam acessíveis diretamente pela internet, o que amplia a possibilidade de ataques automatizados.
O levantamento afirma que, em escala global, o total de bancos vulneráveis supera 1 milhão. No caso brasileiro, a preocupação recai sobre a presença desse sistema em diferentes tipos de organização, incluindo startups, plataformas SaaS e instituições públicas. Como o PostgreSQL é amplamente utilizado, uma falha de configuração pode abrir caminho para roubo de dados, extorsão com ameaça de vazamento público, interrupção de serviços críticos e inserção de mensagens de resgate nas tabelas dos bancos.
Quem está mais exposto ao problema?
Segundo o relatório citado pela reportagem, os segmentos mais afetados incluem empresas de tecnologia, startups, plataformas SaaS, instituições educacionais e órgãos públicos. Em muitos casos, os bancos expostos armazenam credenciais, registros financeiros corporativos, dados pessoais de colaboradores e tokens de API.
Esses tokens funcionam como chaves digitais usadas para permitir a comunicação segura entre sistemas diferentes. Quando comprometidos, podem ampliar o alcance do ataque, ao possibilitar acesso indevido a serviços e aplicações conectadas. Isso faz com que a exposição não se limite ao banco de dados em si, mas possa atingir estruturas digitais associadas.
Quais são os principais riscos apontados?
De acordo com a ISH Tecnologia, as consequências da exposição vão além do vazamento de informações. Entre os impactos citados estão multas regulatórias previstas pela LGPD, danos reputacionais, perda de propriedade intelectual e comprometimento da cadeia de suprimentos digital, com efeitos sobre clientes e parceiros.
O relatório também aponta que os dados roubados podem ser reutilizados em ataques futuros, incluindo campanhas de fraude e phishing. Isso significa que uma base exposta pode continuar gerando efeitos mesmo após a identificação do problema, caso as informações já tenham sido copiadas por criminosos.
Como essa exposição acontece?
O ponto central destacado pela reportagem é a configuração inadequada de bancos PostgreSQL conectados diretamente à internet. Nessa condição, os sistemas se tornam alvos mais fáceis para varreduras e ataques automatizados. A combinação entre ampla adoção da tecnologia e falhas de exposição pública aumenta o potencial de impacto.
- Exposição direta do banco de dados à internet
- Risco de roubo e venda de dados
- Ameaças de extorsão com vazamento público
- Interrupção de serviços críticos
- Uso posterior dos dados em fraudes e phishing
A reportagem não detalha casos específicos de invasões nem identifica organizações atingidas. Ainda assim, o alerta indica a dimensão do problema e reforça o risco para ambientes que mantêm dados sensíveis em estruturas mal configuradas. O cenário descrito mostra que a vulnerabilidade pode atingir desde operações empresariais até serviços de interesse público.