A poluição do ar na Ásia Central se agravou de forma acentuada em 2025, com Tajiquistão e Uzbequistão entre os dez países com pior qualidade do ar no mundo, segundo dados publicados em 11 de abril de 2026. O levantamento, que analisou 143 países, aponta aumento da poluição em todos os Estados da região, com destaque para o Tajiquistão, que registrou a maior alta. De acordo com informações da OilPrice, com base em conteúdo da Eurasianet e em relatório da IQAir, o avanço da concentração de partículas finas reforça o quadro de deterioração ambiental regional.
O relatório World Air Quality Report for 2025, da IQAir, indica que o ar no Tajiquistão apresentou média de 57,3 microgramas de partículas PM2.5 por metro cúbico, nível 11,5 vezes superior às diretrizes da Organização Mundial da Saúde para qualidade do ar aceitável. Com esse resultado, o país ficou na terceira pior posição global, atrás de Paquistão e Bangladesh.
Quais países da Ásia Central aparecem entre os piores do ranking?
Além do Tajiquistão, o Uzbequistão apareceu na décima colocação do ranking de 2025, com concentração de PM2.5 7,6 vezes acima das recomendações da OMS. O Quirguistão ficou com a 19ª pior qualidade do ar, enquanto o Cazaquistão ocupou a 29ª posição.
O Turcomenistão, que havia aparecido na 26ª posição em 2024, ficou fora da lista mais recente por falta de dados confiáveis. O texto original destaca que, entre os países da Ásia Central avaliados, todos registraram aumentos significativos de poluição na comparação anual.
Onde a piora foi mais intensa em 2025?
O maior aumento foi observado no Tajiquistão. O país passou de 46,3 microgramas de PM2.5 por metro cúbico em 2024 para 57,3 em 2025. Já o menor avanço entre os países citados ocorreu no Uzbequistão, que saiu de 31,4 em 2024 para 38,1 em 2025.
O material também informa que, no Cáucaso, apenas o Azerbaijão apresentou uma ligeira melhora. Ainda assim, o panorama geral descrito pela publicação é de agravamento da qualidade do ar não só na Ásia Central, mas também em escala global.
O que é PM2.5 e por que esse indicador importa?
PM2.5 é a sigla usada para definir partículas finas em aerossóis com até 2,5 microns de diâmetro. Por serem extremamente pequenas, elas são um dos principais indicadores da qualidade do ar em relatórios ambientais e sanitários.
Segundo o texto original, essas partículas são produzidas por diferentes fontes, entre elas:
- emissões de veículos;
- processos industriais pesados;
- geração de energia;
- agricultura;
- construção;
- queima de carvão.
Os dados apresentados no relatório reforçam que a deterioração da qualidade do ar na Ásia Central foi disseminada em 2025. O destaque negativo ficou com o Tajiquistão, enquanto o Uzbequistão também permaneceu entre os países mais afetados do mundo. A ausência do Turcomenistão do ranking mais recente, por falta de dados confiáveis, também indica limitações de monitoramento em parte da região.
Ao reunir informações sobre 143 países, o levantamento da IQAir oferece uma comparação internacional que coloca a Ásia Central em posição de alerta no debate sobre poluição atmosférica. No recorte apresentado pelo texto, o avanço anual das concentrações de PM2.5 mostra que o problema se intensificou em 2025 e atingiu, em diferentes níveis, todos os países centro-asiáticos mencionados.