A Polícia Civil e a Polícia Militar do Pará realizaram uma operação conjunta que resultou na prisão em flagrante de um homem e uma mulher na tarde de quarta-feira, 1º de abril de 2026. A dupla é suspeita de envolvimento em um crime de homicídio doloso e tráfico de entorpecentes no município de Soure, conhecido como a principal cidade do arquipélago do Marajó. A complexidade geográfica da região insular, composta por vastas áreas ribeirinhas, frequentemente exige logística integrada das polícias estaduais no combate à criminalidade. A vítima, identificada como Maria Laura Pantoja Brandão, de 21 anos, foi morta por estrangulamento durante a madrugada enquanto estava em sua residência.
De acordo com informações da Agência Pará, as investigações apontam que a companheira da vítima, que inicialmente se apresentou como testemunha e também vítima de agressões, teria colaborado materialmente com o crime. O suspeito, um homem de 24 anos que já possuía antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas, foi localizado e detido pela guarnição militar poucas horas após o ocorrido.
Como ocorreu o crime de homicídio em Soure?
O crime foi registrado na madrugada de 1º de abril de 2026, quando Maria Laura Pantoja Brandão foi surpreendida em sua casa. Segundo o relato policial, o agressor utilizou uma corda encontrada no próprio imóvel para amarrar os pés e as mãos da vítima antes de desferir o estrangulamento fatal. Embora tenha sido levada ao Hospital Municipal de Soure, a jovem já chegou à unidade de saúde sem vida. O delegado Pedro Silva, responsável pelo caso, detalhou a dinâmica da ação criminosa baseada nos vestígios encontrados no local.
“A guarnição da Polícia Militar conseguiu prender o suspeito do crime logo após o fato. A companheira da vítima foi conduzida como testemunha do crime, já que ela presenciou toda a ação do homem, que também a agrediu. De acordo com os relatos, após invadir a casa, o homem exigiu aparelhos celulares e utilizou uma corda que estava no local para amarrar Maria Laura pelos pés e mãos. Em seguida, aplicou a corda no pescoço da mulher, provocando o estrangulamento.”
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Por que a companheira da vítima foi detida?
Embora tenha alegado ter sido agredida com um soco no rosto e sofrido uma tentativa de estrangulamento ao tentar intervir, a versão da companheira da vítima apresentou contradições durante os procedimentos legais. A autoridade policial identificou comportamentos incompatíveis com o relato inicial e elementos que indicavam a sua participação direta ou facilitação do crime. Exames de corpo de delito mostraram lesões compatíveis com asfixia, sugerindo contato físico direto com a dinâmica violenta.
A investigação apurou que a mulher auxiliou o agressor na retirada de uma motocicleta do interior da residência após o assassinato. Diante das evidências, o delegado Pedro Silva fundamentou a prisão em flagrante, apontando que o relato de vítima não se sustentava diante das provas materiais e testemunhais colhidas durante as diligências na região marajoara.
Quais itens foram apreendidos durante a operação policial?
Além das prisões, a operação resultou na apreensão de diversos itens ilícitos na residência onde o suspeito estava hospedado. A polícia encontrou entorpecentes preparados para a comercialização e aparelhos celulares que haviam sido retirados da cena do crime. A lista de materiais apreendidos inclui:
- 11 petecas de substância análoga à maconha;
- 28 petecas de substância análoga ao crack;
- Três aparelhos celulares, sendo que dois estavam com uma mulher que confessou comercializar drogas.
Quais serão os próximos passos do processo judicial?
Após a lavratura do flagrante, os suspeitos foram encaminhados à unidade policial de Soure para o cumprimento das formalidades. O delegado Felipe Silva, titular da Superintendência Regional dos Campos do Marajó, informou que já foi formalizada a representação pela prisão preventiva dos dois envolvidos perante o Poder Judiciário. A Polícia Científica do Pará foi acionada para realizar a necropsia e outros exames periciais necessários para a conclusão do inquérito.
“Nós identificamos ainda elementos que fundamentaram a prisão em flagrante da companheira da vítima. Ela se colocou, inicialmente, como vítima da ação do sujeito, mas seu relato apresentou contradições e comportamentos incompatíveis.”
O caso segue sob investigação para apurar se há outros envolvidos na rede de tráfico de drogas da região que possam ter relação com a motivação do homicídio. Os detidos permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes de homicídio doloso e tráfico de entorpecentes, conforme as evidências apresentadas pelas polícias Civil e Militar.


