O PL definiu o presidente da Alesp, André do Prado, como candidato ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026, após uma articulação interna que incluiu o aval de Eduardo Bolsonaro. Segundo o relato publicado em 22 de abril de 2026, a decisão foi costurada nos bastidores para acomodar os interesses do partido e da chapa ligada ao governador Tarcísio de Freitas no estado.
De acordo com informações da Revista Fórum, Valdemar Costa Neto e André do Prado viajaram aos Estados Unidos na terça-feira, 21 de abril, para se reunir com Eduardo Bolsonaro. O objetivo, segundo a publicação, era convencer o ex-deputado a aceitar um nome menos associado ao campo ideológico para a disputa ao Senado em São Paulo.
Como o PL chegou ao nome de André do Prado?
O texto informa que André do Prado era o nome preferido de Valdemar Costa Neto e contava também com o apoio de Tarcísio de Freitas. O principal entrave seria a necessidade de obter a concordância de Eduardo Bolsonaro, apontado na reportagem como o antigo “dono da vaga”.
A definição, ainda segundo a publicação, ocorreu após a viagem de Valdemar e André do Prado aos Estados Unidos. Nos bastidores, aliados de Tarcísio teriam confirmado que Eduardo foi convencido de que seria melhor para o grupo político ceder espaço e apoiar a candidatura de Prado.
Qual é o contexto político dessa articulação em São Paulo?
A movimentação faz parte de uma negociação mais ampla em torno da formação da chapa ligada a Tarcísio de Freitas. De acordo com o texto original, o governador não aceitou entregar ao PL o posto de vice em sua chapa de reeleição e decidiu manter o atual vice, Felício Ramuth, do MDB.
Em contrapartida, ainda conforme a reportagem, Tarcísio teria assumido o compromisso de apoiar André do Prado para o Senado. Com isso, o PL garantiria espaço relevante na composição eleitoral de 2026 em São Paulo, mesmo sem indicar o nome para vice-governador.
Quem mais aparece na composição para o Senado?
O outro pré-candidato ao Senado na chapa de Tarcísio, segundo o artigo, é o deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública. A escolha, de acordo com a publicação, reforça uma aliança com a federação União-PP e o Republicanos.
O desenho político descrito no texto apresenta perfis distintos dentro da mesma composição. Enquanto Derrite seria voltado a uma base mais ideológica do bolsonarismo, André do Prado apareceria como uma alternativa com apelo mais moderado.
- André do Prado é apontado como o nome do PL para o Senado em São Paulo.
- Valdemar Costa Neto e André do Prado viajaram aos Estados Unidos para reunião com Eduardo Bolsonaro.
- Tarcísio de Freitas teria apoiado a indicação de Prado após manter Felício Ramuth como vice.
- Guilherme Derrite é citado como o outro pré-candidato ao Senado na mesma chapa.
O que essa definição sinaliza para a eleição de 2026?
Segundo a matéria, a escolha busca equilibrar diferentes eleitorados dentro da aliança montada em torno de Tarcísio. De um lado, haveria espaço para um nome identificado com pautas de segurança pública e com a base bolsonarista mais mobilizada. De outro, o PL apostaria em André do Prado como uma alternativa de perfil mais moderado.
A reportagem também afirma que essa calibragem eleitoral ocorre em meio à leitura de que parte do eleitorado hoje tenderia a nomes como Simone Tebet e Marina Silva. Nesse cenário, a candidatura de André do Prado seria vista como uma tentativa de ampliar o alcance político da chapa em São Paulo.
O texto original ainda menciona que Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, sem mandato, e é investigado pelo STF. Como a reportagem trata a sua concordância como peça importante da negociação, a definição do nome de André do Prado é apresentada como resultado de uma composição partidária que envolveu liderança nacional do PL, o entorno de Tarcísio e o ex-deputado.