A Petrobras está se preparando para retomar a perfuração do poço Morpho no bloco FZA-M-59, localizado na Foz do Amazonas. A atividade havia sido interrompida em 4 de janeiro devido a um vazamento de 18 mil litros de fluido. De acordo com informações do ClimaInfo, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, afirmou que a operação foi retomada, mas a empresa negou oficialmente a retomada da perfuração.
Quais são as críticas enfrentadas pela Petrobras?
Em entrevista ao jornal O Globo, Sylvia dos Anjos criticou o IBAMA e o processo de licenciamento ambiental, referindo-se a ele como uma “novela”. Ela expressou o desejo de focar as operações da empresa no Brasil, mas destacou as dificuldades enfrentadas para perfurar um poço. A diretora minimizou o impacto do vazamento, afirmando que a atenção recebida se deve ao foco internacional na região da Foz do Amazonas.
Qual é o impacto ambiental do vazamento?
Sylvia dos Anjos destacou que a Petrobras investiu em fluidos de perfuração biodegradáveis. No entanto, o IBAMA constatou que o produto utilizado continha substâncias tóxicas que podem afetar a fauna e o meio ambiente. O laudo do IBAMA indicou que a viscosidade do fluido pode comprometer funções essenciais dos animais, como respiração e alimentação, além de eliminar organismos-chave, afetando a cadeia alimentar local.
“Se ocorresse na Bacia de Campos ou Santos, a gente avisava e arrumava. Mas a Margem [leia-se Foz do Amazonas] está com todo esse clamor. Se fosse em outras áreas não seria um problema e seguiríamos a operação.” – Sylvia dos Anjos
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O impacto ambiental do vazamento na Foz do Amazonas levanta preocupações sobre a sustentabilidade das operações de perfuração em áreas ecologicamente sensíveis. A tentativa da Petrobras de minimizar o estrago é contestada por especialistas e órgãos ambientais.
Fonte original: ClimaInfo