O engenheiro agrônomo Mateus Arantes apresentou, em conteúdo publicado pelo Canal Rural em março de 2026, o Sistema São Mateus como uma alternativa de baixo impacto financeiro para a recuperação de áreas degradadas na pecuária nacional. A proposta visa oferecer aos produtores rurais uma metodologia técnica para revitalizar o solo e aumentar a produtividade sem a necessidade de investimentos vultosos, focando essencialmente na precisão do manejo cotidiano.
De acordo com informações do Canal Rural, a aplicação correta de técnicas agronômicas permite que o pecuarista transforme áreas improdutivas em pastos vigorosos. O especialista defende que a chave para a sustentabilidade econômica do setor reside na transição de uma pecuária extrativista para um modelo de gestão intensiva e planejada. No Brasil, a pecuária tem peso relevante na produção agropecuária e na pauta de exportações, o que amplia o impacto de práticas que elevem a produtividade sem expandir áreas de uso.
Como funciona a recuperação de pastagens de baixo custo?
A recuperação de pastagens por meio do manejo técnico prioriza o uso eficiente dos recursos já disponíveis na propriedade. Segundo Mateus Arantes, o processo envolve a análise criteriosa das condições do solo e a escolha de forrageiras adequadas ao clima e ao tipo de gado criado. Ao contrário de reformas totais que exigem maquinário pesado e insumos caros, o manejo foca na correção pontual e no descanso rotacionado da vegetação.
Este modelo de intervenção permite que a planta recupere seu sistema radicular e sua capacidade de fotossíntese, garantindo uma oferta constante de alimento nutritivo para o rebanho. A implementação de estratégias de baixo custo é fundamental para pequenos e médios produtores que buscam aumentar a rentabilidade sem comprometer o fluxo de caixa da operação agropecuária.
Quais as vantagens do Sistema São Mateus para o produtor?
O Sistema São Mateus se destaca por ser uma metodologia adaptada às particularidades do campo brasileiro. Entre os principais benefícios citados pelo especialista, destacam-se a melhoria da qualidade do solo e a redução da erosão, fatores que contribuem diretamente para a longevidade da pastagem. O sistema propõe uma integração que favorece o ciclo de nutrientes, tornando a terra mais fértil a longo prazo.
Além dos ganhos ambientais, a eficiência produtiva reflete no ganho de peso dos animais. Pastagens bem manejadas possuem maior teor de proteína e energia, o que acelera o ciclo de abate e melhora a qualidade da carne produzida. As principais diretrizes do sistema incluem:
- Avaliação técnica da degradação do solo;
- Escolha estratégica de espécies forrageiras;
- Monitoramento constante da altura do pasto;
- Ajuste da taxa de lotação por hectare;
- Aplicação de insumos de forma localizada e consciente.
Por que o manejo correto é vital para a pecuária?
O manejo correto é o pilar que sustenta a competitividade da carne brasileira no mercado internacional. Sem uma gestão adequada, as pastagens tendem a sofrer processos de degradação que diminuem a capacidade de suporte da fazenda, elevando os custos de produção. De acordo com o agrônomo, a inteligência aplicada ao campo é mais valiosa do que apenas o aporte de capital desordenado.
A pecuária moderna exige que o produtor atue como um gestor de ecossistemas. O controle rigoroso do tempo de entrada e saída do gado nos piquetes evita o sobrepastoreio, uma das principais causas de morte das gramíneas. Quando o manejo é negligenciado, o solo fica exposto, perdendo umidade e nutrientes essenciais, o que gera um ciclo vicioso de prejuízos financeiros e ambientais.
Em resumo, as diretrizes apresentadas por Mateus Arantes reforçam que a recuperação de áreas degradadas é um investimento viável. O uso de metodologias como o Sistema São Mateus demonstra que é possível aliar preservação ambiental com alta rentabilidade, consolidando o Brasil como um dos principais produtores mundiais de proteína animal.