Três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos nesta terça-feira (14) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo no Vale do Paraíba, no Litoral Norte e na Baixada Santista. A ação, chamada de Operação Cúpula Financeira, cumpriu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em cidades do interior paulista. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de atuar no recolhimento e na centralização de valores ligados ao tráfico de drogas na região.
De acordo com informações do iG, três alvos dos mandados de prisão temporária não foram localizados e seguem foragidos. Um dos presos foi apontado pela polícia como o principal alvo da operação, identificado nas apurações como líder do setor financeiro da facção na região.
Como a operação foi realizada pela Polícia Civil?
A Operação Cúpula Financeira mobilizou cerca de 42 agentes da Polícia Civil das delegacias de São José dos Campos, Guaratinguetá e São Sebastião. As diligências ocorreram em São José dos Campos, Guaratinguetá e Lorena, no Vale do Paraíba; em São Sebastião e Caraguatatuba, no Litoral Norte; e em Praia Grande, na Baixada Santista.
Ao todo, os policiais cumpriram medidas judiciais voltadas à localização dos suspeitos e à apreensão de materiais que possam reforçar a investigação. A corporação informou que os trabalhos continuam para tentar localizar os três investigados que não foram encontrados durante a ofensiva desta terça.
O que levou à investigação sobre a estrutura financeira do grupo?
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou após uma abordagem em São José dos Campos. Na ocasião, os agentes identificaram uma mulher que havia chegado do Litoral Norte com mais de R$ 7,7 mil em espécie. Conforme o relato da corporação, as notas apresentavam odor de entorpecentes.
Ainda de acordo com a investigação, a mulher afirmou que entregaria o dinheiro em São José dos Campos. Para a polícia, a situação indicou a possível existência de uma estrutura organizada para recolher valores oriundos do tráfico de drogas em diferentes cidades e encaminhá-los para centralização.
O que a polícia diz ter identificado na apuração?
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil afirmou ter identificado uma organização voltada ao recolhimento e à consolidação de dinheiro ligado à venda de entorpecentes no Vale do Paraíba e no Litoral Norte. A apuração também apontou, segundo a corporação, uma divisão de tarefas entre pessoas responsáveis pelo transporte, pela arrecadação e pela consolidação dos valores.
Conforme a polícia, o grupo utilizaria comunicação cifrada, linhas telefônicas em nome de terceiros e uma rotina operacional destinada a ocultar a origem ilícita do dinheiro. A investigação ainda indicou atuação integrada à estrutura financeira do PCC na região, segundo informou a corporação.
- Três pessoas foram presas na operação
- Três suspeitos seguem foragidos
- Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária
- Também houve dez mandados de busca e apreensão
- A ação ocorreu em cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Baixada Santista
Quais são os próximos passos da investigação?
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar os suspeitos foragidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira atribuída à facção. Até o momento, o caso é tratado com base nos elementos reunidos pelos investigadores e nas medidas judiciais já cumpridas.
A operação desta terça integra a ofensiva policial contra o fluxo de recursos suspeitos de abastecer atividades do tráfico de drogas na região. Novos desdobramentos dependerão da análise do material apreendido e da localização dos investigados que ainda não foram encontrados.