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Pará repassa R$ 1 milhão para a Casa Goeldi em Belém para fortalecer a ciência

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O Governo do Pará oficializou, na sexta-feira, 24 de abril de 2026, o repasse de R$ 1 milhão destinado à reestruturação da Casa Goeldi, localizada em Belém. O evento, realizado no Parque Zoobotânico, marcou a transformação da antiga residência do naturalista suíço Emílio Goeldi em um centro de excelência voltado à pesquisa científica e ao reconhecimento dos saberes tradicionais da região amazônica. Representando a governadora Hana Ghassan, o secretário de Cultura Bruno Chagas liderou a cerimônia de formalização do investimento.

De acordo com informações da Agência Pará, o projeto é fruto de uma colaboração estratégica entre a administração estadual, o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Instituto Peabiru e a Embaixada da Suíça no Brasil. O montante será aplicado na requalificação do imóvel histórico para que ele atue como um elo entre a produção acadêmica contemporânea e as comunidades tradicionais locais.

Qual o objetivo do investimento na Casa Goeldi?

A iniciativa visa consolidar o espaço como um polo de diálogo intercultural e inovação científica no coração da capital paraense. A reestruturação permitirá que o local receba atividades de educação e valorização do patrimônio material e imaterial da Amazônia. Segundo o secretário Bruno Chagas, a revitalização é um passo fundamental para preservar o legado deixado pelo naturalista suíço, garantindo que o território continue sendo uma referência global em biodiversidade e estudos ambientais.

Além da reforma física do edifício, o investimento assegura a execução de ações previstas em um Termo de Fomento e em um Memorando de Entendimento assinado anteriormente. Essas diretrizes estabelecem que a Casa Goeldi deve funcionar como um ambiente de conexão entre pesquisadores e detentores de conhecimentos ancestrais, promovendo o desenvolvimento sustentável a partir da valorização da identidade regional e do fortalecimento da cultura.

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Como a cultura e a ciência serão integradas no projeto?

Durante o ato simbólico, as autoridades destacaram que a cidade de Belém exerce um papel central como porta de entrada da floresta e importante centro produtor de conhecimento acadêmico. Para o secretário de Cultura, a integração entre os setores cultural e científico é uma prioridade estratégica da gestão estadual. Chagas reforçou a visão do governo sobre o impacto social do projeto durante a cerimônia de assinatura:

A Casa Goeldi é um espaço simbólico e estratégico para a Amazônia, porque reúne ciência, cultura e a produção de conhecimento sobre o nosso território. A reestruturação desse espaço é fundamental para preservar esse legado histórico e, ao mesmo tempo, fortalecer sua função como polo de pesquisa, de diálogo e de conexão com as comunidades tradicionais.

A proposta defende que a valorização do patrimônio histórico não deve se limitar apenas à conservação de paredes e objetos de época, mas sim projetar o futuro da região por meio da educação. O secretário acrescentou que o fortalecimento institucional do museu é um vetor de desenvolvimento econômico e social indispensável para o estado, gerando novas oportunidades de intercâmbio internacional.

Por que o Parque Zoobotânico foi reconhecido como território indígena?

Um dos pontos altos da cerimônia foi a assinatura de uma portaria institucional que formaliza o reconhecimento do Parque Zoobotânico como um território indígena simbólico. Esta medida busca honrar a memória e a presença contínua dos povos originários na capital. O diretor do museu, Nilson Gabas Júnior, destacou que o ato possui um peso político significativo para a gestão ambiental e cultural da instituição científica.

Gabas Júnior enfatizou que o reconhecimento impacta diretamente a forma como as comunidades interagem com o museu, tornando o ambiente um local de acolhimento para demandas, rituais e manifestações culturais. Sobre essa nova fase de integração, o diretor afirmou durante o encontro:

Isso tem um impacto muito grande para as comunidades indígenas que visitam Belém e que têm no Museu Goeldi, no Parque Zoobotânico, um espaço onde podem apresentar suas demandas, suas culturas e fortalecer esse entrelaçamento cultural, que é uma das grandes marcas do museu.

Quais instituições estão envolvidas na parceria institucional?

A viabilização do projeto conta com o apoio técnico e diplomático de diversas esferas governamentais. A lista de entidades e representantes participantes da formalização inclui:

  • Secretaria de Estado de Cultura (Secult);
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG);
  • Instituto Peabiru;
  • Embaixada da Suíça no Brasil;
  • Representação do Governo do Pará em Brasília.

Além do aporte financeiro de R$ 1 milhão, a assinatura da Declaração Institucional de Uso e Ocupação Prevista da Casa Goeldi reafirma o compromisso com práticas sustentáveis e o respeito às populações tradicionais. O documento consolida a gestão de um dos centros científicos mais tradicionais de toda a América Latina, unindo a preservação histórica à modernização dos processos de pesquisa na Amazônia.

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