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Pará garante segundo lugar no Regional Norte de Bocha Paralímpica e vaga nacional

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Atletas do programa estadual Paradesporto conquistaram o troféu de segundo lugar geral no Regional Norte de Bocha Paralímpica, realizado entre os dias 16 e 18 de abril de 2026, no ginásio do Sesi, em Ananindeua, no Pará. A competição, organizada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), reuniu mais de 40 competidores de quatro estados e serviu como etapa classificatória oficial para o Campeonato Brasileiro da modalidade, que ocorrerá em dezembro.

De acordo com informações da Agência Pará, o desempenho da delegação paraense assegurou a presença de seus destaques na disputa nacional em São Paulo. O evento contou com a participação de equipes do Acre, Amapá e Rondônia, consolidando a região como um polo de desenvolvimento do paradesporto. O investimento da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) foi fundamental para garantir a estrutura necessária aos atletas locais durante os três dias de provas intensas.

Como foi o desempenho dos atletas no Regional Norte?

O grande destaque individual da equipe do Pará foi o paratleta Lucas Coutinho, de 22 anos, que competiu na classe BC2. Ele conquistou a medalha de ouro em sua categoria, superando adversários de alto nível técnico e garantindo sua vaga direta para o torneio nacional. A vitória foi celebrada como um marco para o projeto, que busca profissionalizar o esporte adaptado no estado por meio de acompanhamento contínuo e infraestrutura de treinamento.

Em depoimento oficial, o competidor Lucas Coutinho relatou o esforço necessário para atingir o topo do pódio regional.

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Foi muito emocionante. O campeonato como um todo foi incrível, e conseguir essa vitória no final foi muito gratificante. Toda essa luta para chegar até aqui foi intensa, mas eu e minha equipe conseguimos alcançar esse resultado. O apoio dos professores e do projeto Paradesporto foi essencial.

A preparação agora será intensificada para enfrentar os principais nomes da bocha paralímpica do Brasil no final do ano.

Qual a importância do programa Paradesporto para o estado?

O Programa Paradesporto, gerido pela Seel, atua como uma ferramenta de inclusão social e descoberta de novos talentos. A secretária de Esporte e Lazer, Ana Paula Alves, destacou que o resultado coletivo, com o Pará ficando atrás apenas da equipe do Acre na classificação geral, demonstra o acerto nas políticas públicas de incentivo ao esporte para pessoas com deficiência. Para a gestão estadual, o pódio é um reflexo do fortalecimento da formação de base.

A secretária reforçou o compromisso com a continuidade dos investimentos no setor.

Esse resultado é fruto de um trabalho sério e contínuo do governo do Pará no fortalecimento do paradesporto. Estamos investindo na inclusão, na formação e no desenvolvimento dos nossos atletas, garantindo oportunidades e mostrando que o esporte transforma vidas. Ver o Pará no pódio é motivo de muito orgulho.

Além dos paraenses, o Acre celebrou o título geral, com destaque para a atleta Ritinha Cássia, de 31 anos, que venceu na classe BC1.

Quais são os próximos desafios para os classificados?

Com o encerramento das atividades em Ananindeua, o foco das delegações vencedoras se volta para o cronograma de treinamentos visando a elite da modalidade no país. Os técnicos planejam uma rotina que envolve não apenas a parte tática da bocha, mas também suporte fisioterápico e nutricional para os atletas selecionados. A meta é elevar o nível de competitividade para o certame em São Paulo.

Os principais pontos de atenção para os próximos meses incluem:

  • Intensificação dos treinos técnicos no ginásio do Sesi;
  • Análise de desempenho dos adversários nacionais das outras regiões;
  • Manutenção do suporte logístico fornecido pela Secretaria de Esporte;
  • Participação em competições preparatórias locais para manter o ritmo de jogo.

O professor Valdir Aguiar, que atua no programa, enfatizou que a superação física e emocional dos atletas é o maior ganho da competição. Segundo o docente, o sucesso no Regional Norte prova que o trabalho coletivo entre governo e atletas é capaz de superar barreiras e colocar o Pará em posição de destaque no cenário esportivo paralímpico brasileiro.

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