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Papa Leão 14 nega críticas a Trump e diz que não quer embate político

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Papa Leão 14 afirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, durante um voo para Angola, que não dirigiu críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mencionar “tiranos” em um discurso recente na África. Segundo o pontífice, a fala feita em Camarões havia sido preparada com antecedência e não tinha o republicano como alvo. A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre o Vaticano e o governo americano, após trocas públicas de críticas sobre guerra e política internacional.

De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, o papa disse a jornalistas que os relatos sobre sua fala “não foram precisos em todos os aspectos”. Ele também afirmou que o discurso citado já estava pronto duas semanas antes, portanto antes de comentários feitos por Trump a seu respeito e sobre sua mensagem de paz.

O que o papa disse sobre as supostas críticas a Trump?

Ao comentar a repercussão de suas declarações anteriores, Leão 14 negou que estivesse mirando diretamente o presidente dos Estados Unidos. Segundo o relato publicado, o pontífice sustentou que o texto lido em Camarões foi elaborado com antecedência e não se referia especificamente ao mandatário americano.

“Foi preparado há duas semanas, muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”.

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Na mesma conversa com jornalistas, o papa indicou que não pretende transformar o episódio em confronto político. Ainda de acordo com a publicação, ele disse que não é político e que não deseja debater com o presidente dos Estados Unidos, embora tenha afirmado também que não teme o governo americano.

Como surgiu a tensão entre o Vaticano e Donald Trump?

A tensão ganhou força depois de discursos recentes em que Leão 14 afirmou que o mundo estaria sendo “devastado por um punhado de tiranos” e declarou que “Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras”, cujas mãos estariam “cheias de sangue”. O texto original informa que essas falas foram interpretadas como críticas ao contexto internacional e passaram a ser associadas por parte da repercussão pública a Trump.

Trump respondeu em sua rede social, a Truth Social, com ataques ao pontífice. Segundo a reportagem, o presidente classificou o papa como “fraco com a criminalidade e terrível para a política externa” e disse que ele deveria “se concentrar em ser um grande papa, e não um político”.

Quais episódios recentes ampliaram o atrito?

Além das falas públicas, o clima de desgaste foi ampliado por postagens feitas por Trump com imagens geradas por inteligência artificial e referências religiosas. Conforme o texto original, uma das publicações trazia o presidente caracterizado com elementos associados a Jesus Cristo. Em outra mensagem, ele escreveu:

“Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!!!”

Segundo a publicação, esse conteúdo foi apagado depois, mas o episódio manteve o ambiente de atrito entre o governo dos Estados Unidos e o Vaticano.

O caso reúne, até aqui, os seguintes pontos centrais:

  • o papa negou que seu discurso na África tenha sido uma crítica direta a Trump;
  • o Vaticano, segundo a fala do pontífice, busca manter uma mensagem de paz;
  • Trump respondeu publicamente com críticas ao papa na Truth Social;
  • postagens com imagens geradas por inteligência artificial ajudaram a ampliar a tensão.

Ao se manifestar durante a viagem, Leão 14 procurou reduzir o peso político do episódio e negar a ideia de confronto direto com a Casa Branca. A declaração, no entanto, não elimina o contexto de tensão já estabelecido entre o líder da Igreja Católica e o presidente americano, que vinham trocando críticas públicas nos últimos dias.

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