Paolo Zampolli, assessor ligado a Donald Trump, aparece no centro de uma reportagem investigativa exibida pela emissora italiana RAI, que relaciona seu nome ao universo de Jeffrey Epstein, ao mercado internacional de modelos e a declarações ofensivas contra mulheres brasileiras. O caso voltou a repercutir após a exibição do material e após falas do próprio Zampolli sobre brasileiras e sobre sua ex-esposa, a modelo Amanda Ungaro. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, a reportagem foi apresentada pelo jornalista Sacha Biazzo e exibida pela RAI, na Itália.
Segundo o texto original, Zampolli é descrito como um aliado próximo de Trump e como figura associada à chegada de Melania Trump ao círculo do então empresário e político americano. A investigação citada afirma que ele aparece como elo entre poder político, influência e um sistema de recrutamento de jovens mulheres nos anos 1990, dentro de conexões que também envolvem nomes citados no escândalo Epstein.
O que a reportagem aponta sobre Paolo Zampolli?
A reportagem “La Guerra di Epstein”, citada no artigo, coloca Zampolli como personagem central em uma rede que conecta o escândalo de Jeffrey Epstein ao mercado internacional de modelos. De acordo com a investigação mencionada, ele atuou no setor da moda em Nova York e mantinha ligações com figuras desse meio.
O texto informa que a apuração da RAI menciona os seguintes pontos sobre sua atuação:
- fundação de uma agência de modelos em Nova York;
- ligação com Jean-Luc Brunel, posteriormente acusado de recrutar jovens para Epstein;
- inserção em redes que facilitavam a chegada de modelos estrangeiras aos Estados Unidos.
Ainda segundo o artigo, documentos do caso Epstein mostrariam que Zampolli e Epstein tentaram comprar uma agência de modelos em um leilão. O negócio, de acordo com a versão atribuída a Zampolli, não foi concluído.
Quais declarações contra brasileiras foram atribuídas a Zampolli?
Durante entrevista à RAI, segundo o artigo, Zampolli fez declarações ofensivas sobre mulheres brasileiras. Como se trata de falas reproduzidas diretamente pelo texto original, elas aparecem registradas como aspas atribuídas ao entrevistado.
“As mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.
Na mesma entrevista, ainda conforme o conteúdo publicado, ele teria reafirmado essa fala ao ser questionado se se trataria de algo genético.
“São programadas.”
O artigo também reproduz ofensas dirigidas à ex-esposa Amanda Ungaro. As declarações foram apresentadas como parte da escalada de ataques verbais exibida na entrevista à emissora italiana.
O que Amanda Ungaro relata na investigação?
Amanda Ungaro é apresentada no texto como personagem central da reportagem. Segundo o artigo, ela relata que sua trajetória no mercado de modelos passou por esse circuito internacional e afirma ter ido aos Estados Unidos muito jovem, sem entender plenamente em que contexto estava entrando.
“Eu era muito jovem. Fui levada para os Estados Unidos sem entender exatamente onde estava entrando”.
De acordo com o material citado, Ungaro também relata episódios de abuso e controle no relacionamento com Zampolli. O texto informa que ela disse ter vivido uma relação marcada por desequilíbrio de poder, uso de drogas e violência doméstica. Também segundo a publicação, ela afirmou ter sofrido agressões quando recusava relações sexuais e apresentou fotos de hematomas. Zampolli nega as acusações e diz que ela tenta prejudicá-lo.
“Eu vivi situações de abuso e controle. Não era um relacionamento normal”.
O artigo acrescenta que, no contexto da disputa judicial entre os dois nos Estados Unidos, há menção a relatos de que Zampolli teria mobilizado contatos com autoridades migratórias americanas, o que teria culminado na deportação de Ungaro. O próprio texto ressalva que esse ponto é contestado e está envolto em disputa legal.
Qual seria a relação dele com Trump e Melania Trump?
Segundo o artigo, Zampolli ocupa atualmente posição oficial como enviado especial ligado ao governo Trump e preserva influência antiga no entorno político do republicano. O texto afirma que ele é frequentemente apontado como responsável por apresentar Melania a Trump, o que teria ajudado a consolidar sua proximidade com o casal.
A publicação sustenta que a investigação da RAI mostra três elementos centrais nessa rede de relações:
- Zampolli permaneceria protegido no círculo político ligado a Trump;
- sua relação com Melania Trump seria parte importante dessa permanência;
- empresários, agentes e figuras políticas atuariam de forma interligada.
Amanda Ungaro, no entanto, contesta parte dessa narrativa. Segundo o artigo, ela questiona a versão difundida sobre como Melania e Trump se conheceram.
“A história que contam sobre como Melania conheceu Trump não é bem assim”.
Ao reunir essas declarações, documentos e relatos, a reportagem citada no texto original recoloca o nome de Paolo Zampolli em uma discussão que envolve poder, mercado de modelos e personagens já associados ao caso Jeffrey Epstein. O artigo não informa desdobramentos judiciais novos além das acusações, negativas e disputas já mencionadas.