Uma operação no Rio de Janeiro focada no combate ao furto e à receptação de cabos de cobre resultou na prisão de cerca de 270 pessoas. A iniciativa, chamada de Caminhos do Cobre, já realizou mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos e apreendeu mais de 300 toneladas de fios de cobre e outros materiais metálicos. De acordo com informações da Agência Brasil, a ação é uma sequência de investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).
As prisões se concentraram em responsáveis por estabelecimentos onde materiais sem procedência ou ligados a atividades criminosas foram encontrados. A operação também busca enfraquecer financeiramente as organizações criminosas, tendo solicitado o bloqueio de cerca de R$ 240 milhões em bens e valores. As multas aplicadas aos proprietários dos ferros-velhos somam R$ 75 milhões.
Quais são os objetivos da operação?
O foco principal da operação é atingir toda a cadeia envolvida no furto e receptação de cabos de cobre, abrangendo desde os ladrões até os receptadores e empresas que lucram com o material ilegal. O titular da DRF, Thiago Neves, explica que ao sufocar financeiramente essas estruturas, a operação também enfraquece os grupos criminosos que utilizam esse dinheiro para financiar outras atividades ilícitas. Isso é crucial, pois o furto de cabos pode causar problemas como quedas de energia, falhas na internet e interrupções nos serviços de telefonia.
Como as investigações avançam?
As investigações revelaram que algumas organizações criminosas estão utilizando ferros-velhos clandestinos como uma forma de camuflar suas atividades ilegais e financiar facções ligadas ao tráfico de drogas. As ações da operação Caminhos do Cobre visam também o fechamento desses estabelecimentos clandestinos e a prisão de seus responsáveis.
Além das prisões, outra medida sendo considerada é o fechamento de ferros-velhos envolvidos na receptação de cabos roubados, como parte das estratégias para desmantelar as operações criminosas que têm se aproveitado desse mercado.