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Operação contra o tráfico no bairro Parolin cumpre 41 mandados no Paraná e outros estados

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (24), uma ampla operação para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de capitais e diversos homicídios. A ofensiva ocorre simultaneamente no bairro Parolin, em Curitiba, além de municípios em Santa Catarina e Alagoas, visando o cumprimento de 41 ordens judiciais contra suspeitos de integrar a cúpula do narcotráfico local.

De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná, a mobilização conta com o efetivo de 150 policiais. Para garantir a segurança das equipes e a eficácia das prisões, a ação utiliza o suporte aéreo de helicópteros e o auxílio de cães de faro em pontos estratégicos. O foco principal é o estrangulamento financeiro e a prisão de lideranças que coordenavam o crime à distância.

Como funcionava a estrutura da organização criminosa?

As investigações, iniciadas em junho de 2025, revelaram que o grupo estabeleceu um domínio territorial rígido no bairro Parolin após vencer confrontos armados contra facções rivais. Com a hegemonia consolidada, os criminosos passaram a utilizar residências na região como depósitos para o armazenamento de armamentos e entorpecentes, além de transformá-las em refúgios operacionais para os integrantes da quadrilha.

A estrutura era comandada de forma remota por dois indivíduos apontados como os chefes da organização. Segundo a polícia, o líder e seu principal colaborador alegaram sofrer ameaças de morte para conseguir a transferência do cumprimento de suas penas para Maceió, em Alagoas. O delegado Ricardo Casanova explicou a estratégia utilizada pelos suspeitos:

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O afastamento geográfico serviu como um escudo para que coordenassem o narcotráfico remotamente e em liberdade, delegando o gerenciamento tático diário no bairro Parolin a outro integrante da organização.

Qual era o método utilizado para a lavagem de dinheiro?

O capital acumulado com a venda de drogas era escoado para a região Nordeste, onde as lideranças mantinham um padrão de vida luxuoso, apesar de não possuírem ocupações lícitas comprovadas. Para ocultar a origem dos recursos, a organização utilizava uma rede de familiares, esposas e empresas de fachada. O esquema envolvia depósitos fracionados em espécie, realizados em caixas eletrônicos e lotéricas, para evitar alertas automáticos dos órgãos de controle.

A operação atual prevê o cumprimento de medidas rigorosas para descapitalizar o grupo, incluindo:

  • 13 mandados de prisão preventiva;
  • 15 mandados de busca e apreensão domiciliar;
  • 13 ordens judiciais para bloqueio e sequestro de ativos financeiros.

A eficácia desse monitoramento financeiro já havia sido demonstrada em ações anteriores. Em um desdobramento recente, a polícia localizou uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, na capital paranaense. No local, foram apreendidos R$ 493.879 em espécie, além de máquinas para contagem de cédulas e volumes significativos de crack, cocaína e maconha.

Quais crimes violentos estão sendo atribuídos ao grupo?

Além do narcotráfico, a organização é suspeita de estar envolvida em assassinatos ocorridos em Curitiba e na Região Metropolitana. Um dos casos mais graves aconteceu em março de 2026, quando o líder de uma facção rival e seu filho foram executados em Almirante Tamandaré. As apurações indicam que membros do grupo alvo da operação atual foram os autores do duplo homicídio, motivados pela disputa de território.

Para o coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da PMPR, a integração entre as forças de segurança é o pilar fundamental para o sucesso da diligência. Ele ressaltou a importância do trabalho conjunto para a segurança pública estadual:

Essa cooperação, com troca de informações e planejamento conjunto, é essencial para a eficácia das diligências e a redução dos indicadores criminais no estado.

Os detidos e os materiais apreendidos durante a manhã de hoje serão encaminhados às unidades policiais competentes. A operação permanece em andamento para localizar outros suspeitos e consolidar as provas colhidas contra o esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da organização.

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