O jornalista Octávio Guedes criticou, na terça-feira (14), o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado, que incluiu pedidos de indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Durante participação no programa “Estúdio i”, da GloboNews, Guedes afirmou que a iniciativa foi inadequada e avaliou que a comissão deveria priorizar a investigação de fatos e não apenas discursos. De acordo com informações do DCM, a declaração foi dada durante a análise do relatório.
No comentário exibido pelo canal, o jornalista contestou o uso de uma CPI para pedir o indiciamento de autoridades sem, segundo ele, base investigativa suficiente. A crítica foi direcionada ao relatório de Vieira, que, conforme o texto original, incluiu três ministros do Supremo e o procurador-geral da República.
O que Octávio Guedes disse sobre o relatório?
Ao comentar o caso, Guedes classificou a medida como um desvio da finalidade da comissão parlamentar de inquérito. Segundo ele, a função de uma CPI é investigar e confirmar elementos de apuração antes de propor responsabilizações.
“Você usar um instrumento importante do Congresso para indiciar quatro autoridades, sendo três ministros e um PGR apenas com discurso, é um absurdo”
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“A função da da CPI é confirmar, é investigar”
A fala foi feita durante sua participação no “Estúdio i”, da GloboNews, na terça-feira. O jornalista tratou o episódio como grave do ponto de vista institucional e político.
Quais ausências no relatório foram apontadas pelo jornalista?
Na sequência da análise, Guedes afirmou que o documento deixou de mencionar nomes e grupos que, na avaliação dele, deveriam aparecer em uma CPI voltada ao crime organizado. Ele citou facções criminosas, milícias e agentes ligados à lavagem de dinheiro.
“Então essa CPI do Crime Organizado, não tem o Marcola, não tem o Fernandinho Beiramar, não tem PCC, não tem Comando Vermelho, não tem milícia, não tem o pessoal da Faria Lima que lava dinheiro, não tem a cúpula do Congresso que aceitou o Toffoli tirar da CPI do INSS o sigilo e jogar para o cofre da presidência… Cadê esse pessoal no relatório do Alessandro Vieira?”
A crítica, como apresentada no texto-base, foi construída em torno da ausência de personagens e estruturas que ele associa ao tema central da comissão. O comentário contrapõe o foco do relatório aos alvos que, para o jornalista, estariam mais diretamente ligados ao objeto da CPI.
Como ele avaliou o impacto institucional do episódio?
Guedes afirmou considerar o momento negativo para as instituições. Em sua fala, disse ver prejuízo ao ambiente republicano tanto na conduta atribuída ao relator quanto em reações que, segundo ele, partiram de integrantes do Supremo.
“É um dia triste para a república. Essas atitudes não são republicanas”
Ao final, o jornalista também criticou as manifestações posteriores relacionadas ao caso. Ele disse que a atitude de Alessandro Vieira não foi republicana e acrescentou que ameaças atribuídas ao STF contra o senador também não seriam republicanas.
“A atitude do Alessandro Vieira não foi republicana e a atitude das falas agora do STF ameaçando o Alessandro Vieira também não são republicanas. Pau que dá em Chico, também dá em Francisco”
O episódio reúne críticas ao conteúdo do relatório e às reações institucionais em torno dele. No material original, o foco está na avaliação de Octávio Guedes sobre os limites de atuação de uma CPI e sobre os efeitos políticos da inclusão de ministros do STF e do procurador-geral da República entre os alvos de pedido de indiciamento.