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Obras do novo planetário em Pinhais avançam com investimento de R$ 46 milhões

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O Governo do Estado do Paraná registrou avanços significativos nas obras do novo planetário situado no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Com um investimento total de R$ 46,47 milhões, a estrutura está sendo projetada para se tornar a mais moderna da América Latina, unindo tecnologia de ponta alemã e métodos construtivos sustentáveis para fomentar a educação científica no estado.

De acordo com informações da Agência Paraná, a execução do projeto está sob a responsabilidade do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). A primeira-dama paranaense, Luciana Saito Massa, acompanhou o progresso das intervenções nesta sexta-feira (10), ressaltando o papel do espaço como referência educacional e sustentável para as futuras gerações.

Qual é o investimento total no novo planetário do Paraná?

O aporte financeiro para o empreendimento soma R$ 46,47 milhões, provenientes do Tesouro Estadual. Desse montante, uma parcela expressiva foi destinada à aquisição do sistema de projeção digital, que custou seis milhões de euros — o equivalente a cerca de R$ 37,2 milhões na cotação do período de compra. O projeto é viabilizado por meio do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, com a participação de múltiplos órgãos estaduais.

As obras físicas são conduzidas por um consórcio empresarial composto pelas empresas JNB Construções e Serviços Ltda, Construtora Sandin Ltda e JB Construções e Empreendimentos Ltda. Atualmente, os trabalhos concentram-se na fase de fundações, após a conclusão dos serviços iniciais de limpeza do terreno e terraplanagem ocorridos após a licitação finalizada em 2025.

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Quais são os diferenciais tecnológicos da obra em Pinhais?

A edificação do planetário destaca-se pelo uso de madeira engenheirada, uma técnica inovadora que utiliza camadas de madeira coladas sob alta pressão. Este método é reconhecido pela alta resistência e estabilidade estrutural, além de reduzir drasticamente a geração de resíduos em comparação com as construções tradicionais em aço ou concreto. O projeto totaliza mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída e inclui:

  • Cúpula de projeção imersiva de última geração;
  • Auditório e salas de exposições temáticas;
  • Ambientes pedagógicos e administrativos;
  • Áreas de apoio e serviços para visitantes;
  • Revitalização e paisagismo da trilha do Rio Canguiri.

No centro da experiência tecnológica está o sistema de projeção fornecido pela empresa alemã Carl Zeiss. O modelo Asterion Premium Velvet LED XI possui capacidade técnica para simular com extrema definição mais de nove mil corpos celestes, permitindo a visualização detalhada de nebulosas, planetas e diversos fenômenos astronômicos por meio de tecnologia digital avançada.

Como o novo espaço contribuirá para a educação paranaense?

O objetivo principal da modernização do Parque da Ciência é democratizar o acesso ao conhecimento científico para estudantes das redes estadual e municipal. Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o equipamento proporcionará uma experiência imersiva inédita para o aprendizado sobre o sistema solar e a astronomia em geral. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

“Como madrinha, é uma alegria acompanhar de perto o avanço das obras do novo planetário no Parque da Ciência Newton Freire Maia, um espaço tão importante para a educação e para o desenvolvimento do nosso Estado. Desde o início de 2026, vemos esse projeto ganhar forma, com uma estrutura moderna e sustentável, e que será referência na América Latina,” afirmou a primeira-dama Luciana Saito Massa durante a inspeção.

O secretário Aldo Nelson Bona reiterou que o equipamento funcionará não apenas como uma unidade demonstrativa para o público, mas também como um centro ativo para a pesquisa e a popularização da ciência no Paraná. O projeto integra um plano de modernização mais amplo, coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), visando transformar o estado em um polo de inovação educacional e tecnológica.

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