A Nokia registrou avanço nos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, superou expectativas do mercado, revisou para cima projeções ligadas a inteligência artificial e viu suas ações alcançarem o maior nível em mais de uma década. O movimento foi atribuído ao aumento da demanda por infraestrutura para IA, especialmente em data centers e redes ópticas. De acordo com informações do IT Forum, com base em reportagem da Reuters, a companhia também indicou que o desempenho atual está acima do ponto médio de sua projeção anual de lucro operacional.
No trimestre, o lucro operacional comparável da empresa subiu 54%, para 281 milhões de euros, acima das estimativas de analistas. A reação do mercado foi imediata: os papéis da companhia avançaram cerca de 7% nas negociações iniciais, atingindo o maior patamar desde 2010. A receita líquida do período ficou em 4,5 bilhões de euros, em linha com o esperado pelo mercado.
O que impulsionou o desempenho da Nokia?
Segundo o texto original, o principal motor desse resultado foi a demanda crescente por infraestrutura capaz de sustentar aplicações de IA. Grandes provedores de nuvem, os chamados hyperscalers, ampliaram investimentos em data centers, o que elevou a procura por redes ópticas e sistemas de transporte de dados, áreas nas quais a Nokia vem reforçando sua atuação.
Esse movimento tem reposicionado a empresa, historicamente mais associada à telefonia móvel e ao 5G, como fornecedora relevante da base física que sustenta a expansão da economia da IA. O texto destaca ainda que aquisições ajudaram a ampliar a presença da companhia em redes ópticas, fortalecendo sua posição nesse novo ciclo tecnológico.
Como os contratos de IA e nuvem apareceram nos números?
Os dados apresentados mostram avanço nas vendas para clientes de IA e nuvem. No trimestre, esse segmento cresceu 49% e somou cerca de 1 bilhão de euros em novos pedidos. O resultado reforça o peso crescente dessa vertical dentro do portfólio da empresa.
Na prática, o desempenho sugere uma mudança na composição do crescimento da companhia. Embora a receita líquida tenha ficado em linha com as expectativas do mercado, o destaque esteve na concentração maior de contratos ligados à nova geração de infraestrutura digital, associada ao processamento de dados e à expansão da computação em nuvem.
Quais projeções a empresa revisou?
Diante desse cenário, a Nokia revisou suas estimativas para o mercado endereçável de IA e nuvem. A nova projeção indica crescimento anual de 27% entre 2025 e 2028, acima da previsão anterior de 16%. A companhia também elevou a expectativa de crescimento para sua divisão de infraestrutura de redes, impulsionada pelos segmentos de redes ópticas e IP.
Além disso, a empresa informou que o desempenho atual está acima do ponto médio de sua projeção anual de lucro operacional, que varia entre 2 bilhões e 2,5 bilhões de euros. A sinalização reforça, segundo o relato publicado, a perspectiva de aceleração ao longo do ano.
Quais são os principais números divulgados?
Entre os indicadores destacados no texto, estão:
- lucro operacional comparável de 281 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026;
- alta de 54% nesse lucro em relação ao período comparável;
- avanço de cerca de 7% das ações nas negociações iniciais;
- receita líquida de 4,5 bilhões de euros no trimestre;
- crescimento de 49% nas vendas para clientes de IA e nuvem;
- cerca de 1 bilhão de euros em novos pedidos nesse segmento;
- projeção de crescimento anual de 27% para o mercado de IA e nuvem entre 2025 e 2028.
Com esses dados, a reportagem aponta que a demanda por infraestrutura voltada à inteligência artificial passou a ter papel central no desempenho recente da Nokia. O resultado também indica uma mudança estratégica relevante para a companhia, que amplia sua exposição a redes ópticas, IP e serviços voltados à expansão de data centers e nuvem.