Nicholas Moore foi condenado nesta sexta-feira a um ano de liberdade condicional após se declarar culpado por invadir dezenas de vezes, ao longo de vários meses, o sistema eletrônico de protocolo de documentos da Suprema Corte dos Estados Unidos. O caso também envolve acessos indevidos à rede da AmeriCorps e a sistemas do Departamento de Assuntos de Veteranos. De acordo com informações do TechCrunch, a sentença foi anunciada na sexta-feira.
Segundo o relato, Moore usou as credenciais de uma de suas vítimas para acessar o sistema eletrônico da Suprema Corte dos Estados Unidos, além de ambientes da AmeriCorps, agência do governo responsável por programas de voluntariado com pagamento de bolsas, e do Departamento de Assuntos de Veteranos, órgão que presta atendimento de saúde e assistência a veteranos militares. O texto informa ainda que ele havia admitido a culpa pelas invasões.
O que levou à condenação de Nicholas Moore?
O caso trata de invasões repetidas ao sistema de peticionamento eletrônico da Suprema Corte dos Estados Unidos. De acordo com a publicação original, essas ações ocorreram dezenas de vezes durante vários meses. Além disso, Moore também teria acessado indevidamente a rede da AmeriCorps e os sistemas do Departamento de Assuntos de Veteranos.
O artigo informa que o acusado também se vangloriava das invasões em uma conta no Instagram chamada @ihackedthegovernment. Nessa conta, ele publicava informações pessoais das pessoas que havia atacado, segundo a reportagem. O acesso aos sistemas governamentais, ainda conforme o texto, foi feito com o uso das credenciais de uma das vítimas.
Quais órgãos foram afetados pelas invasões?
Os alvos citados na reportagem são:
- o sistema eletrônico de protocolo de documentos da Suprema Corte dos Estados Unidos;
- a rede da AmeriCorps;
- os sistemas do Departamento de Assuntos de Veteranos.
Essas instituições exercem funções distintas dentro da estrutura pública dos Estados Unidos. A Suprema Corte é a mais alta instância do Judiciário do país. Já a AmeriCorps coordena programas de voluntariado com bolsas, enquanto o Departamento de Assuntos de Veteranos atende ex-militares em áreas como saúde e assistência social.
Qual foi a pena aplicada e o que disseram os promotores?
Inicialmente, Moore podia enfrentar um ano de prisão e multa de US$ 100 mil por danos. Depois, os promotores passaram a pedir apenas a aplicação de liberdade condicional. Ao final, a sentença definida foi de um ano de probation, medida que, no sistema dos Estados Unidos, corresponde a liberdade condicional com supervisão e cumprimento de condições impostas pela Justiça.
Durante a audiência de sentença realizada na sexta-feira, Moore pediu desculpas. Segundo o The Hill, citado pela reportagem do TechCrunch, ele afirmou:
“I made a mistake. I am truly sorry. I respect laws, and I want to be a good citizen.”
O que se sabe sobre a conduta atribuída ao réu?
O texto original descreve que Moore se declarou culpado e detalha que ele teria usado credenciais obtidas de uma vítima para entrar em diferentes sistemas do governo dos Estados Unidos. Também relata que ele divulgava informações pessoais em rede social associada às invasões. A reportagem, porém, não apresenta novos detalhes sobre a identificação das vítimas nem sobre eventuais medidas adicionais determinadas pela Justiça.
Com a sentença anunciada nesta sexta-feira, o caso avança para a fase de cumprimento da pena fixada. A decisão encerra, ao menos por ora, o processo de condenação mencionado pela reportagem sobre os acessos indevidos a sistemas ligados ao governo federal e ao Judiciário dos Estados Unidos.