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Netanyahu ordena expansão da ofensiva militar israelense no sul do Líbano

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Soldados israelenses em movimentação com armamento em área urbana no sul do Líbano.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou neste domingo (29) a ampliação da ofensiva militar israelense no sul do Líbano, com o objetivo declarado de reforçar a segurança na fronteira norte do país. A decisão ocorre em meio à escalada de confrontos entre Israel e o grupo armado Hezbollah, elevando o risco de uma guerra mais ampla na região. De acordo com informações do G1 Mundo, Netanyahu afirmou ter instruído as Forças de Defesa de Israel a expandirem ainda mais a chamada “zona de segurança” até o rio Litani.

“Acabo de instruir a ampliação adicional da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, declarou Netanyahu em comunicado em vídeo divulgado pelo Comando Norte das forças israelenses.

Para o Brasil, a escalada no Líbano tem repercussão direta por causa da numerosa comunidade de brasileiros e descendentes no país, além do impacto potencial sobre a atuação diplomática do Itamaraty em situações de crise na região.

Qual é o contexto da invasão israelense no Líbano?

Israel iniciou operações terrestres no sul do Líbano em 16 de março de 2026, sob o pretexto de combater o Hezbollah, classificado por Israel e pelos Estados Unidos como organização terrorista. Desde então, cerca de um milhão de libaneses foram deslocados de suas casas. No dia 22, tropas israelenses começaram a demolir pontes sobre o rio Litani — curso d’água no sul do Líbano que funciona como referência estratégica e geográfica no conflito. Dois dias depois, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou o estabelecimento de uma “zona de segurança” controlada por militares israelenses.

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O governo libanês acusou Israel de tentar criar uma “zona-tampão”, termo militar que designa uma área destinada a separar forças hostis. O rio Litani serve como referência geográfica em uma resolução da ONU de 2006, que exigia a retirada do Hezbollah de áreas próximas à fronteira com Israel — algo que Tel Aviv afirma não ter sido cumprido.

Como o conflito se alastrou pelo Oriente Médio?

O conflito atual teve início em 28 de fevereiro de 2026, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, a violência se espalhou rapidamente: no sábado (28), os houthis do Iêmen, aliados do Irã, realizaram seus primeiros ataques diretos contra Israel. Esses ataques ameaçam o transporte marítimo global, especialmente com o fechamento parcial do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás e, por isso, relevante também para os preços internacionais de energia acompanhados pelo mercado brasileiro.

Enquanto isso, esforços diplomáticos avançam lentamente. Ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito reuniram-se em Islamabad no domingo (29) para discutir propostas de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. Entre as ideias avaliadas estão a criação de um sistema tarifário inspirado no Canal de Suez e a formação de um consórcio internacional para gerenciar o fluxo energético pela região.

  • Guerra começou em 28 de fevereiro de 2026
  • Mais de um milhão de deslocados no Líbano
  • Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado
  • Ataques atingiram infraestrutura em Israel, Irã, Kuwait e Líbano

Apesar das negociações, os combates continuam. Neste domingo, uma unidade da empresa agrícola Adama, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por seus destroços. No Kuwait, 10 militares ficaram feridos após um ataque com 14 mísseis balísticos e 12 drones. No Irã, a Universidade de Isfahan e um prédio da emissora Al Jazeera em Teerã também foram alvos. No Líbano, três jornalistas e um soldado libanês morreram em ataques israelenses.

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