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Plano Safra exige R$ 50 bilhões para ser robusto, diz Neri Geller

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O ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, defendeu recentemente a necessidade de um aporte de R$ 50 bilhões para assegurar a viabilidade e a eficiência do próximo Plano Safra, principal programa do governo federal para o financiamento da agropecuária nacional. De acordo com informações do Canal Rural, Geller acredita que este volume de recursos é o patamar mínimo indispensável para que o programa de fomento cumpra seu papel de sustentação ao agronegócio, especialmente no que tange às subvenções econômicas.

A argumentação do ex-secretário baseia-se na premissa de que o setor produtivo demanda segurança financeira e previsibilidade para manter os atuais níveis de investimento. Segundo ele, sem uma dotação orçamentária robusta para a equalização de juros, o custo de produção pode se tornar proibitivo para pequenos e médios produtores, o que impactaria diretamente a oferta nacional de alimentos e o desempenho da balança comercial brasileira.

Qual o impacto dos R$ 50 bilhões no Plano Safra?

O montante de R$ 50 bilhões sugerido por Neri Geller visa cobrir as lacunas identificadas em orçamentos anteriores que, em sua avaliação técnica, ficaram aquém da demanda real do campo. Este valor seria estrategicamente distribuído entre as principais frentes de apoio governamental, garantindo que as taxas de juros oferecidas nos financiamentos rurais permaneçam em patamares significativamente inferiores aos praticados pelo mercado financeiro tradicional.

Além da redução direta de custos para o produtor, o ex-secretário ressalta que um investimento dessa magnitude permite ao Ministério da Agricultura e Pecuária planejar ações de longo prazo com maior assertividade. O foco principal reside na manutenção da competitividade do agronegócio frente ao cenário internacional, onde subsídios governamentais são comuns entre os principais países exportadores concorrentes do Brasil.

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Como a equalização de juros afeta o produtor rural?

A equalização de juros é o mecanismo pelo qual o Governo Federal arca com a diferença entre a taxa de juros de mercado e a taxa subsidiada oferecida ao setor agropecuário. Na visão de Geller, este processo é o verdadeiro motor do Plano Safra. Sem recursos suficientes para essa finalidade, as linhas de crédito tendem a se tornar escassas ou excessivamente onerosas, o que desestimula a adoção de novas tecnologias e a expansão de áreas cultivadas.

A proposta apresentada enfatiza que o agronegócio necessita de estabilidade para prosperar. Para o ex-secretário, os R$ 50 bilhões garantem que as instituições financeiras operem com margens de segurança adequadas, permitindo que o crédito seja repassado de forma ágil aos produtores no início de cada calendário agrícola, evitando atrasos que podem prejudicar o cronograma de plantio e colheita.

Por que o seguro rural é prioridade na visão de Neri Geller?

Outro ponto nevrálgico destacado pelo ex-secretário é o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Diante da crescente instabilidade climática e da recorrência de eventos extremos, como secas prolongadas e inundações em diversas regiões do país, o seguro tornou-se uma ferramenta indispensável para a gestão de riscos e a proteção do capital investido pelos agricultores.

É preciso R$ 50 bilhões para fazer um Plano Safra robusto

Geller aponta que a política de comercialização também deve ser contemplada com vigor no orçamento. Isso inclui mecanismos de apoio aos preços mínimos e a formação de estoques públicos estratégicos, garantindo que o produtor não sofra prejuízos financeiros em momentos de excesso de oferta. A estratégia defendida pelo ex-secretário foca em três pilares fundamentais:

  • Equalização integral de taxas de juros para linhas de custeio e investimento;
  • Ampliação substancial dos recursos destinados ao seguro rural nacional;
  • Fortalecimento de programas de garantia de preços e comercialização de safras.

O debate sobre o orçamento do setor ocorre em um momento de ajustes fiscais no Governo Federal, às vésperas do lançamento do ciclo 2026/2027 do programa, tradicionalmente anunciado entre junho e julho. No entanto, lideranças do setor argumentam que o investimento no campo retorna rapidamente para a economia em forma de arrecadação tributária, geração de empregos e controle da inflação, justificando o pleito de R$ 50 bilhões para a próxima temporada.

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