Adepará interdita três queijarias clandestinas no interior do Pará durante operação - Brasileira.News
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Adepará interdita três queijarias clandestinas no interior do Pará durante operação

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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) interditou, na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, três estabelecimentos que produziam queijos de forma clandestina nos municípios de Breu Branco e Goianésia do Pará. A ação, realizada na região do Lago de Tucuruí, visou combater a comercialização de produtos de origem animal sem o devido selo de inspeção sanitária.

De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa buscou garantir a segurança alimentar da população local e fortalecer a cadeia produtiva regularizada. A operação foi coordenada pelo Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (Gatto), unidade especializada da autarquia que atua em frentes estratégicas de fiscalização no interior do estado.

Qual o objetivo da operação realizada pela Adepará?

O foco principal do grupo técnico Gatto foi identificar e interromper atividades de processamento de laticínios que operavam à margem da legislação. A produção de alimentos sem a devida chancela dos órgãos competentes impede que o Estado garanta a qualidade do que chega à mesa do consumidor. Além do aspecto sanitário, a fiscalização atua para coibir a concorrência desleal com produtores que investem na adequação de suas plantas industriais para obter o selo de inspeção estadual ou federal.

Segundo o coordenador do Gatto, Gustavo Amaral, a prioridade absoluta dessas incursões é a proteção da saúde pública. O manejo inadequado do leite e de seus derivados pode transformar um alimento nutritivo em um veículo de contaminação em massa, caso não haja o controle rigoroso de higiene e temperatura exigido pelas normas técnicas vigentes no país.

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A produção de queijos sem o controle do serviço de inspeção oficial representa um risco iminente de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). Sem a fiscalização da Adepará, não há garantia de higiene no manejo nem da ausência de patógenos perigosos, como os causadores da brucelose, tuberculose e salmonelose. A interdição de estabelecimentos clandestinos interrompe o fluxo de alimentos que não oferecem segurança ao consumidor. Cada quilo de produto retirado do mercado é um risco a menos para a saúde pública.

Quais os riscos de consumir produtos sem inspeção sanitária?

A ausência de fiscalização em queijarias clandestinas expõe os consumidores a diversas patologias graves. O leite cru, quando processado sem as devidas cautelas laboratoriais e higiênicas, pode abrigar bactérias resistentes que causam infecções severas. Entre as principais preocupações citadas pelos técnicos da Adepará, destacam-se:

  • Brucelose: doença infecciosa que pode causar febre persistente e dores articulares;
  • Tuberculose bovina: passível de transmissão ao ser humano através do consumo de derivados contaminados;
  • Salmonelose: infecção bacteriana que ataca o sistema gastrointestinal;
  • Contaminações por coliformes: resultantes da falta de higiene no manejo dos utensílios e das instalações físicas.

O que acontece com os produtos apreendidos em queijarias clandestinas?

Durante a operação nos municípios de Breu Branco e Goianésia do Pará, todos os produtos encontrados nos estabelecimentos irregulares foram apreendidos e inutilizados. Esse procedimento é um protocolo padrão de segurança, uma vez que itens sem origem comprovada e sem inspeção não podem ser destinados ao consumo humano, nem mesmo por meio de doação, devido ao risco biológico envolvido.

A Adepará reforça que a regularização das queijarias é fundamental para o desenvolvimento econômico do estado. Os produtores que desejam sair da clandestinidade podem procurar as unidades regionais da agência para receber orientações sobre as adequações necessárias, garantindo assim a comercialização legal e segura de seus produtos em todo o território paraense.

Com a interdição dessas três unidades, a autarquia espera reduzir a incidência de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) na região do Lago de Tucuruí. As fiscalizações devem continuar de forma rotineira em outras regiões do estado para assegurar que apenas produtos inspecionados cheguem aos pontos de venda e às residências das famílias paraenses.

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