Um navio-tanque de propriedade chinesa sob sanções dos Estados Unidos atravessou o Estreito de Hormuz apesar do bloqueio naval anunciado por Washington contra portos iranianos, segundo relato publicado na terça-feira, 14 de abril de 2026. A embarcação, identificada como Rich Starry, teria passado pelo estreito no mesmo dia, com base em dados de monitoramento marítimo citados pela reportagem. De acordo com informações da OilPrice, que reproduz informações atribuídas à Reuters, o trânsito ocorreu porque o bloqueio declarado pelos EUA se aplicaria apenas ao tráfego com origem ou destino em portos iranianos.
A reportagem informa que o navio pertence à Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd. e foi alvo de sanções norte-americanas por ter sido usado para transportar petróleo iraniano. Ainda segundo os dados citados no texto original, o Rich Starry estava carregado com 250 mil barris de metanol embarcados no porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos. A publicação aponta que essa origem da carga pode ter contribuído para a passagem sem interceptação, já que o Comando Central dos EUA afirmou que a medida atingiria apenas portos iranianos e o tráfego de ida e volta ligado a eles.
O que foi informado sobre o alcance do bloqueio dos EUA?
O texto original afirma que o presidente Donald Trump declarou no domingo que a Marinha dos EUA começaria o processo de bloqueio de navios que tentassem entrar ou sair do Estreito de Hormuz. No entanto, a própria reportagem ressalta que a ação não atingiria, na prática, todas as embarcações da área, mas somente aquelas com destino a portos iranianos ou saindo deles.
Segundo a matéria, o bloqueio começaria às 10h, no horário da costa leste dos Estados Unidos, na segunda-feira. O Comando Central dos EUA declarou, de acordo com o texto reproduzido, que a medida seria aplicada a embarcações de todas as nacionalidades que estivessem entrando ou saindo de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo instalações no Golfo Arábico e no Golfo de Omã.
“begin the process of BLOCKADING any and all Ships trying to enter, or leave, the Strait of Hormuz.”
Quais embarcações foram citadas na reportagem?
Além do Rich Starry, a matéria menciona outro navio também submetido a sanções dos Estados Unidos. Trata-se do Murlikishan, que, segundo dados citados de Kpler e LSEG, entrou no estreito no mesmo dia. De acordo com a Kpler, a embarcação seguia para o Iraque, onde carregaria óleo combustível.
A reportagem acrescenta que o Murlikishan já havia sido usado anteriormente para transportar petróleo iraniano e russo. O texto, porém, não informa qualquer interceptação da embarcação nem detalha eventual resposta operacional dos EUA em relação a esse caso específico.
Quais são os principais pontos relatados pelo texto original?
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O Rich Starry, navio de propriedade chinesa sob sanções dos EUA, atravessou o Estreito de Hormuz.
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A embarcação transportava 250 mil barris de metanol carregados em Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos.
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O bloqueio anunciado pelos EUA, segundo a reportagem, se restringe a portos iranianos e ao tráfego relacionado a eles.
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O Murlikishan, também sancionado, entrou no estreito e seguia para o Iraque para carregar óleo combustível.
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As informações citadas pela matéria têm como base dados de Kpler, MarineTraffic e LSEG, além de declarações do Comando Central dos EUA.
O texto da OilPrice, assinado por Irina Slav, apresenta o episódio como um teste prático dos limites do bloqueio anunciado por Washington. A passagem de navios sancionados pelo estreito, sem impedimento reportado na matéria, sugere que o foco operacional da medida estaria na ligação direta com portos iranianos, e não na simples presença de embarcações já sancionadas na rota marítima.
Sem acrescentar informações além das publicadas no original, a reportagem descreve um cenário em que sanções anteriores contra determinados navios não equivalem, necessariamente, à proibição automática de navegação pelo Estreito de Hormuz, desde que a origem e o destino da viagem não se enquadrem no escopo anunciado pelo Comando Central dos Estados Unidos.