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NASA retoma apoio à missão europeia Rosalind Franklin para Marte após atrasos

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A NASA retomou o apoio à missão europeia do rover Rosalind Franklin, projeto da Agência Espacial Europeia (ESA) voltado a uma viagem não tripulada a Marte, após anos de atrasos, mudanças de parceiros e problemas técnicos. O plano atual prevê lançamento não antes de 2028, por meio de um foguete SpaceX Falcon Heavy, em uma cooperação na qual a ESA fornecerá o rover, a espaçonave e o módulo de pouso, enquanto os Estados Unidos ficarão responsáveis por motores de frenagem do pouso, unidades de aquecimento e apoio ao lançamento.

De acordo com informações do Slashdot, com relato baseado em publicação do Engadget, a missão voltou a avançar depois de uma trajetória marcada por indefinições desde 2001. O projeto enfrentou obstáculos ligados a orçamento, questões técnicas, trocas de parceiros internacionais e impactos geopolíticos.

O que a NASA e a ESA vão fornecer para a missão?

A cooperação entre as duas agências espaciais foi reorganizada de forma que cada lado assuma partes específicas da operação. A ESA ficará com os principais elementos europeus da missão, enquanto a NASA fornecerá componentes considerados essenciais para viabilizar a chegada do veículo à superfície marciana e sua operação.

  • A ESA fornecerá o rover, a espaçonave e o módulo de pouso.
  • A NASA fornecerá motores de frenagem para o pouso.
  • Os Estados Unidos também entregarão unidades de aquecimento para os sistemas internos do rover.
  • Além disso, haverá apoio ao lançamento, previsto com um Falcon Heavy.

O objetivo científico do Rosalind Franklin é buscar sinais de vida antiga no planeta vermelho. Para isso, o rover será equipado com instrumentos científicos citados no texto original, entre eles um espectrômetro de massa de última geração e um analisador de moléculas orgânicas. Esses equipamentos deverão ser usados na coleta e análise de amostras no local de pouso planejado, Oxia Planum.

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Por que a missão sofreu tantos atrasos ao longo dos anos?

Segundo o material publicado, a missão ficou em uma espécie de limbo de desenvolvimento desde 2001. O cronograma foi afetado por uma combinação de fatores, sem que um único problema explique os sucessivos adiamentos.

Entre os motivos apontados estão dificuldades orçamentárias, entraves técnicos, mudanças nos parceiros internacionais e consequências geopolíticas. O texto informa que, após a saída da NASA do projeto em um momento anterior, a Rússia assumiu participação na missão. Mais tarde, essa cooperação foi interrompida depois da invasão da Ucrânia, o que voltou a alterar o planejamento do programa.

Qual é a previsão atual para o lançamento do Rosalind Franklin?

A previsão mais recente é de lançamento não antes de 2028. O texto também afirma que a NASA voltou a integrar o esforço em 2024, o que ajudou a recolocar a missão nos trilhos, embora ainda existam ameaças políticas relacionadas ao orçamento.

Mesmo com essa retomada, o projeto segue descrito de forma cautelosa. A expectativa de lançamento em 2028 aparece como previsão, e não como data definitiva. Isso indica que, embora a missão tenha recuperado apoio institucional e técnico, sua execução ainda depende da continuidade do financiamento e do cumprimento das etapas pendentes.

Se o cronograma for mantido, o rover europeu deverá pousar em Oxia Planum para procurar evidências de vida antiga em Marte. A retomada do apoio da NASA representa uma nova fase para uma missão que atravessou mais de duas décadas de reveses, mas que agora volta a ter uma perspectiva concreta de lançamento.

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