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Mutirão retira 136 quilos de lixo do lago do Baixo Iguaçu no Paraná

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O **Instituto Água e Terra** (IAT) coordenou, no último sábado (11), um mutirão de limpeza ambiental no lago do **Baixo Iguaçu**, localizado no município de **Capitão Leônidas Marques**, na região Oeste do Paraná. De acordo com informações da Agência Paraná, a força-tarefa resultou na coleta de 136,3 quilos de resíduos sólidos das margens do reservatório. A iniciativa visou mitigar os impactos do descarte irregular de detritos e promover a conscientização ecológica entre os moradores e usuários da bacia hidrográfica.

A ação foi viabilizada por meio de uma parceria estratégica com a **Associação dos Pescadores do Iguaçu**, entidade que reúne profissionais e voluntários das cidades de **Capanema**, **Realeza** e do próprio município de **Capitão Leônidas Marques**. Para a execução dos trabalhos, mais de 200 pescadores foram mobilizados e organizados em 14 equipes distintas, operando barcos coletores que percorreram diversos trechos do espelho d’água e das áreas de vegetação marginal.

Qual é a importância ambiental da limpeza no Baixo Iguaçu?

A remoção desses materiais é considerada vital para a saúde do ecossistema local. Segundo a chefe do escritório regional do IAT em **Cascavel**, **Marlise Cruz**, o lixo acumulado nas margens, composto majoritariamente por plásticos, garrafas e latas, oferece riscos crescentes conforme a dinâmica do reservatório muda. A gestora explica que, em períodos de cheia, a elevação do nível da água acaba arrastando esses resíduos para áreas mais profundas e para o curso principal do rio.

A poluição hídrica gera impactos em cadeia, afetando desde a qualidade da água para consumo e uso industrial até a preservação da fauna aquática. Marlise Cruz destaca que a presença de detritos interfere diretamente no ciclo de vida das espécies nativas e na subsistência das comunidades ribeirinhas que dependem da pesca. Sobre o objetivo da ação, ela afirmou:

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Com o acúmulo de lixo nas margens, quando ocorre a cheia, a água leva os resíduos para dentro do lago. Consequentemente, ocorre a poluição da água. Por isso incentivamos esse mutirão de limpeza, para conscientizar cada vez mais as pessoas sobre a importância do descarte correto desses resíduos.

Como os pescadores foram incentivados a participar da ação?

Para fomentar o engajamento e a eficiência da coleta, a **Associação dos Pescadores do Iguaçu** instituiu uma premiação simbólica para os grupos que recolheram as maiores quantidades de resíduos. Os valores distribuídos foram de R$ 600, R$ 500 e R$ 300 para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, com recursos provenientes do caixa da própria entidade. Todo o volume coletado foi encaminhado para uma cooperativa de reciclagem, assegurando que os materiais tenham o tratamento e a destinação final adequados.

Além do trabalho braçal de retirada de lixo, o evento serviu como plataforma de educação ambiental. O reforço no engajamento da população busca reduzir a necessidade de intervenções corretivas futuras, promovendo uma cultura de preservação. A redução na quantidade de peixes é um dos principais temores da categoria, o que torna os pescadores os principais aliados na vigilância e conservação do reservatório.

Quais são as punições para o descarte irregular de lixo em rios?

É importante ressaltar que o descarte de resíduos em corpos d’água não é apenas um problema ético, mas uma infração grave. No estado do Paraná, tal prática é proibida e tipificada como crime ambiental. A fiscalização constante é realizada pelo **IAT** em conjunto com o **Batalhão de Polícia Ambiental**. Os responsáveis por poluir rios e lagos estão sujeitos às seguintes sanções, baseadas na **Lei de Crimes Ambientais** (Lei nº 9.605/1998):

  • Aplicação de multas administrativas severas;
  • Instalação de processo criminal com possibilidade de penas de detenção;
  • Obrigatoriedade de reparação integral do dano causado ao meio ambiente;
  • Apreensão de veículos ou embarcações envolvidos no descarte ilícito.

O governo paranaense mantém canais abertos para que a população realize denúncias anônimas de crimes contra a natureza. Os relatos podem ser feitos através da ouvidoria do **Instituto Água e Terra**, nas sedes regionais ou por meio do canal telefônico Disque Denúncia 181. A proteção do lago do **Baixo Iguaçu** permanece como uma meta prioritária para assegurar a sustentabilidade hídrica e econômica do Oeste paranaense.

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