Uma mulher foi vítima de agressão física e graves intimidações por parte de seu parceiro na noite de sexta-feira (3 de abril de 2026), na região central do município de Mauá da Serra, no norte do Paraná. O episódio de violência doméstica ocorreu após o consumo de bebidas alcoólicas, culminando em ferimentos e na fuga do agressor antes da chegada das autoridades policiais ao local do crime.
De acordo com informações do UOL Notícias, a guarnição da Polícia Militar foi acionada emergencialmente pela filha da vítima. A jovem relatou aos agentes de segurança pública que sua mãe estava ferida após ter sido atacada pelo próprio convivente dentro da residência da família.
Como as agressões físicas e as ameaças de morte ocorreram?
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais constataram a veracidade da denúncia apresentada pela família. A vítima confirmou as agressões sofridas, detalhando que o homem a segurou com força desproporcional. A ação truculenta resultou em machucados evidentes e diversos arranhões no braço esquerdo da mulher. A situação no ambiente doméstico se agravou ainda mais quando ela tentou impor um limite à violência.
Segundo o depoimento prestado aos policiais que atenderam a ocorrência, a vítima exigiu que o companheiro deixasse o imóvel imediatamente após o ataque físico. Diante da ordem de expulsão da casa, o agressor reagiu de forma extrema e passou a proferir ameaças diretas contra a integridade física e a própria vida da companheira.
Quais foram as intimidações feitas pelo suspeito de agressão?
O homem afirmou categoricamente que, caso fosse obrigado a sair da casa de forma definitiva, retornaria para cometer atos de destruição e homicídio. Entre as declarações feitas pelo suspeito de violência doméstica no momento de fúria, destacam-se os seguintes pontos relatados às autoridades de segurança:
- Ameaça de incendiar a residência onde o casal e a família viviam;
- Promessa de tirar a vida da própria companheira caso a expulsão fosse concretizada;
- Recusa em aceitar o fim da convivência no mesmo teto após o episódio de agressão física.
Quais foram as providências tomadas pela Polícia Militar?
Imediatamente após colherem os relatos da vítima e de sua filha, os agentes de segurança iniciaram um patrulhamento intensivo por diversas regiões e bairros de Mauá da Serra. O objetivo das buscas era localizar e prender o agressor em flagrante delito pelos crimes de lesão corporal e ameaça continuada.
Apesar dos esforços da equipe policial e das diligências realizadas nas vias do município, o homem não foi encontrado até o fechamento do boletim de ocorrência daquela noite. Ele permanece na condição de suspeito foragido, devendo responder pelas ações violentas cometidas contra a mulher assim que for localizado pelas forças de segurança pública.
A Polícia Militar ressaltou a importância de registrar o caso formalmente e prestou o apoio necessário no local. A vítima foi instruída sobre os trâmites precisos para solicitar medidas protetivas de urgência, amparadas pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), principal instrumento de combate à violência contra a mulher no Brasil, e sobre a necessidade inadiável de comparecer à delegacia da Polícia Civil. Esse procedimento legal é fundamental para dar continuidade formal à denúncia, possibilitando a abertura de um inquérito policial para a devida investigação e a futura responsabilização criminal do suspeito pelos atos cometidos.

