Com as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano levando a condições climáticas e meteorológicas mais extremas, a necessidade de sistemas de alerta precoce multirrisco eficazes é mais crucial do que nunca. De acordo com informações do Early Warnings for All, esses sistemas, que alertam as pessoas sobre tempestades, inundações ou secas iminentes e apoiam ações, não são um luxo, mas ferramentas econômicas que salvam vidas, reduzem perdas econômicas e proporcionam um retorno sobre o investimento quase dez vezes maior.
Como os sistemas de alerta precoce estão salvando vidas?
Os sistemas de alerta precoce já ajudaram a diminuir o número de mortes e reduziram perdas e danos resultantes de eventos climáticos, hídricos ou meteorológicos perigosos. No entanto, ainda existem grandes lacunas, especialmente em pequenos estados insulares em desenvolvimento e países menos desenvolvidos.
“Sistemas de alerta precoce não são um luxo, mas ferramentas econômicas que salvam vidas”, destaca a fonte.
Quais são os avanços nos países vulneráveis?
Até 2024, 108 países relatam ter alguma capacidade para sistemas de alerta precoce multirrisco, mais que o dobro dos 52 países em 2015. Os países menos desenvolvidos mostraram as melhorias mais significativas, com países em desenvolvimento sem litoral e pequenos estados insulares em desenvolvimento também superando a taxa global. A pontuação média global para a abrangência dos sistemas de alerta precoce multirrisco aumentou de 0,35 para 0,49, um aumento de 39%.
Quais são os pilares do Early Warnings for All?
A iniciativa Early Warnings for All é construída sobre quatro pilares para apoiar os países na construção e operação de sistemas de alerta precoce multirrisco eficazes e inclusivos:
- Conhecimento de risco de desastres (UNDRR)
- Detecção, observação, monitoramento, análise e previsão (WMO)
- Disseminação e comunicação de alertas (ITU)
- Capacidades de preparação e resposta (IFRC)