O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ofereceu apoio à operação deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta terça-feira, 3 de março de 2026. O objetivo da ação é desmantelar uma organização criminosa que atua em diversos estados, especializada no tráfico de animais silvestres. No Rio Grande do Sul, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Pelotas e Glorinha.
De acordo com informações do MP-RS, a operação, de abrangência nacional, envolveu o cumprimento de medidas judiciais em 27 municípios distribuídos por cinco estados: Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão. As investigações revelaram que a organização criminosa se dedicava à falsificação de documentos, anilhas e chips para dar uma aparência de legalidade ao comércio ilegal de animais silvestres, como aves, répteis e mamíferos, que eram mantidos em cativeiro sem a devida autorização dos órgãos ambientais competentes.
No Rio Grande do Sul, os mandados cumpridos em Pelotas e Glorinha, com o suporte da Brigada Militar, visaram apurar o envolvimento de dois investigados na logística da organização criminosa, especificamente no tráfico e transporte ilegal de animais silvestres. Conforme a investigação, eles participavam ativamente das negociações, da entrega e do transporte clandestino dos animais, que tinham como destino até mesmo eventos turísticos na Serra Gaúcha.
Segundo o coordenador estadual do GAECO, o promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, o apoio do MPRS à operação demonstra a importância da cooperação institucional no combate ao crime organizado.
“A atuação integrada entre os MPs estaduais e a troca de informações com o Ministério Público de Santa Catarina foram fundamentais para identificar a participação da organização criminosa no Rio Grande do Sul, especialmente na logística e no transporte ilegal de animais silvestres, garantindo uma resposta mais eficaz no enfrentamento aos crimes ambientais”, afirmou Caldas.
## Como a investigação se desenvolveu?
A análise de materiais apreendidos em uma operação similar realizada em 2024 trouxe à tona novos elementos que motivaram a deflagração da operação desta terça-feira, evidenciando a colaboração entre os Ministérios Públicos estaduais no combate aos crimes ambientais, à criminalidade organizada e na proteção da fauna. A operação, batizada de “Operação Aruana”, recebeu esse nome em alusão à “sentinela da natureza”, simbolizando a atuação como guardiã da fauna no combate ao tráfico de animais.
## Quais os crimes investigados?
As investigações em curso visam apurar crimes como falsificação de documentos, tráfico de animais silvestres, crime ambiental e organização criminosa, todos com o objetivo de proteger a fauna brasileira e punir os responsáveis por atividades ilegais que ameaçam a biodiversidade.
