Milton Hatoum tomou posse como novo imortal da Academia Brasileira de Letras na noite de 24 de abril de 2026, no Petit Trianon, no Rio de Janeiro. O escritor passa a ocupar a cadeira número seis, em sucessão a Cícero Sandroni, morto em 2023. De acordo com informações da Revista Fórum, a posse também marca um feito inédito: Hatoum é o primeiro nascido no Amazonas a integrar a instituição em 128 anos de existência.
A cerimônia seguiu o protocolo tradicional da ABL. Hatoum foi recebido pela escritora Ana Maria Machado e recebeu o colar das mãos de Rosiska Darcy, o diploma entregue por Lilia Moritz Schwarcz e a espada concedida por José Sarney. A entrada do autor amplia a presença da região Norte na Academia e consolida sua eleição, ocorrida em agosto de 2025, quando obteve 33 dos 35 votos possíveis.
Quem é Milton Hatoum e qual cadeira ele passa a ocupar?
Milton Hatoum é um escritor brasileiro premiado e autor de obras reconhecidas da literatura contemporânea, como Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Cinzas do Norte. Vencedor de três prêmios Jabuti, ele agora ocupa a cadeira número seis da Academia Brasileira de Letras.
A cadeira era ocupada por Cícero Sandroni, jornalista e escritor que morreu em 2023. Com a posse, Hatoum passa a integrar oficialmente o quadro de imortais da ABL, uma das principais instituições literárias do país.
Por que a posse é considerada histórica?
A entrada de Hatoum é apontada como um marco porque ele se tornou o primeiro escritor nascido no Amazonas a integrar a Academia Brasileira de Letras desde a fundação da instituição. O dado destaca a representatividade regional dentro da entidade e reforça a presença da região Norte no cenário literário nacional.
Segundo o texto de origem, a posse ocorreu 128 anos após a criação da ABL. Nesse contexto, a chegada de Hatoum ganha relevância simbólica por associar reconhecimento literário e diversidade de origens dentro da Academia.
O que Milton Hatoum disse no discurso de posse?
Durante seu discurso, o novo acadêmico destacou o papel da literatura na experiência humana e na construção do imaginário. Ao falar sobre o sentido da criação literária, Hatoum relacionou sua trajetória de escritor a narrativas ligadas à Amazônia e à ancestralidade.
“Não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário”
A frase resume o eixo central de sua fala na cerimônia. O discurso também dialoga com a obra do autor, conhecida por abordar memória, identidade e relações familiares, frequentemente com referências à região amazônica.
Como foi a cerimônia de posse na ABL?
A solenidade no Petit Trianon seguiu o rito habitual da Academia, com participação de nomes da própria instituição. De acordo com a publicação, os principais momentos da cerimônia foram:
- recepção por Ana Maria Machado;
- entrega do colar por Rosiska Darcy;
- entrega do diploma por Lilia Moritz Schwarcz;
- entrega da espada por José Sarney.
A posse de Milton Hatoum formaliza uma escolha já confirmada em 2025 e projeta, no ambiente da ABL, a trajetória de um autor que reúne reconhecimento crítico, premiações e obras de ampla circulação. Com isso, a Academia incorpora um escritor cuja produção literária é associada, no texto original, à Amazônia, à ancestralidade e ao imaginário brasileiro.