Maurício Camisotti, empresário do setor de saúde e dono do grupo Total Health, confessou descontos indevidos em benefícios do INSS e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Segundo a publicação, ele é o primeiro delator do caso e é apontado como um dos principais operadores da operação Sem Desconto. O acordo foi informado na sexta-feira, 17 de abril de 2026, em reportagem publicada pelo Poder360. De acordo com informações do Poder360, o empresário é acusado de corrupção para facilitar o esquema e de fraude na arrecadação de dívidas.
A reportagem afirma que Camisotti era um dos beneficiários diretos das fraudes e controlava entidades responsáveis pelos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O texto também informa que ele mantém companhias nas áreas de seguros e planos de saúde e que três entidades ligadas a ele faturaram mais de R$ 1 bilhão em quatro anos com as irregularidades investigadas.
Quais entidades são citadas no caso?
De acordo com a reportagem, as entidades citadas são a Ambec, a Unsbras e a Cebap. Elas aparecem como responsáveis pelos descontos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas. Ainda segundo o texto, os diretores dessas entidades eram parentes e funcionários de executivos ligados às empresas do delator.
A publicação diz que essas associações eram de fachada e integravam uma estrutura de lavagem de dinheiro. O material citado na reportagem menciona ainda que quebras de sigilo bancário indicaram repasses para empresas do grupo de Camisotti.
- Ambec
- Unsbras
- Cebap
- Prevident
- Rede Mais
- Benfix
Quanto dinheiro foi rastreado nas empresas do grupo?
Segundo o Poder360, quatro empresas do grupo de Maurício Camisotti receberam R$ 43 milhões das associações investigadas. Entre elas, a reportagem cita a Prevident e a Rede Mais, ligadas ao ramo da saúde, além da Benfix, descrita como uma corretora de seguros em nome do empresário.
O texto original não detalha, porém, a destinação final desses valores além de afirmar que as entidades integravam uma estrutura de lavagem de dinheiro. Também não apresenta manifestação da defesa do empresário no trecho publicado.
Qual é a situação judicial de Maurício Camisotti?
A reportagem informa que o empresário está preso desde setembro de 2025. Na residência dele, a Polícia Federal apreendeu esculturas, pinturas, armas e carros de luxo. Camisotti foi alvo da mesma fase da operação policial que prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, citado no texto como “Careca do INSS”.
Conforme a publicação, o material da delação já foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça. Com o acordo, a expectativa mencionada pela reportagem é que Camisotti deixe a prisão e obtenha o benefício da prisão domiciliar.
Como o nome dele apareceu na CPMI do INSS?
A atuação do empresário também foi citada na CPMI do INSS. Segundo o Poder360, o relatório final do deputado federal Alfredo Gaspar pedia o indiciamento de Camisotti. No texto, Gaspar o classificou como líder empresarial do rombo bilionário na Ambec.
Apesar disso, o relatório foi rejeitado pelo colegiado por 19 votos a 12, ainda de acordo com a reportagem. Assim, o nome de Camisotti entrou no debate parlamentar sobre o caso, mas a proposta de indiciamento não avançou na comissão.
O caso envolve suspeitas sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários e a atuação de entidades ligadas a aposentados e pensionistas. A delação de Maurício Camisotti, por ser a primeira do caso, pode influenciar os desdobramentos da investigação conduzida pela Polícia Federal e analisada no Supremo Tribunal Federal.