Um teste conduzido ao longo de mais de um ano pela CNET selecionou diferentes marcas de matcha em pó e apontou quais se destacaram em categorias como melhor opção geral, versão premium, custo-benefício, uso em viagens e preparo culinário. A avaliação, publicada pela CNET, compara origem, perfil de sabor, tipo de colheita, preço e formas de consumo de produtos vendidos no mercado internacional, com foco em matchás do Japão.
De acordo com informações da CNET, a seleção foi feita a partir de testes práticos da autora com diferentes pós de matcha, tanto puros quanto misturados, especialmente com leite de aveia. O texto também reúne comentários do mestre de chá japonês Yoshitsugu Nagano, radicado em Nova York, sobre tradição, qualidade e usos contemporâneos da bebida.
Quais marcas foram apontadas como as melhores em cada categoria?
Na seleção da publicação, o título de melhor matcha em pó no geral ficou com o Eiryoku Matcha, da Tezumi. Segundo o relato, o produto se destacou por ser fácil de peneirar, ter sabor suave e funcionar bem tanto puro quanto em latte. A origem informada é Uji, no Japão, região citada por Nagano como referência em matcha de alta qualidade.
Outras marcas também apareceram entre os destaques. O Naoki Matcha Superior Blend foi citado como outra boa opção. Já o Kiwami Single Cultivar Matcha, da Matchaful, foi escolhido como melhor opção premium. Para quem busca menor preço, a indicação foi o Rishi Everyday Matcha. No consumo em deslocamentos, o destaque ficou com o Happy Matcha, da Big Heart Tea Co.. Para receitas e preparo no forno, a CNET apontou o Organic Culinary Matcha, da Jade Leaf.
- Melhor no geral: Eiryoku Matcha, da Tezumi
- Outra boa opção: Naoki Matcha Superior Blend
- Melhor premium: Kiwami Single Cultivar Matcha, da Matchaful
- Melhor opção econômica: Rishi Everyday Matcha
- Melhor para viagem: Happy Matcha, da Big Heart Tea Co.
- Melhor para receitas e forno: Organic Culinary Matcha, da Jade Leaf
O que foi levado em conta para avaliar a qualidade do matcha?
O texto destaca fatores como cor, amargor, origem, tipo de colheita e adequação ao modo de consumo. Entre os exemplos, o Eiryoku Matcha foi descrito como não amargo e adequado para lattes, enquanto o Naoki Matcha Superior Blend apresentou leve amargor quando consumido puro, mas bom desempenho com leite de aveia. Já o Matchaful chamou atenção pela cor verde intensa e pelo cultivo em propriedade familiar de geração contínua.
Nagano explicou que a origem pode ser determinante para a qualidade do produto, especialmente no caso de Uji. Ele afirmou à CNET que a região se destaca por um método específico de cultivo coberto. Sobre o aspecto visual, o mestre de chá também associou o verde mais vivo a maior presença de umami e menor amargor e adstringência.
“The more vividly green the matcha, the stronger the umami [savory flavor], and the lower the bitterness and astringency,” Nagano says.
Em outro trecho, Nagano também comentou a expansão de usos do matcha em bebidas modernas, como lattes, coquetéis e preparos inspirados em chai, sem tratar essas adaptações como oposição à tradição.
“I view the recent spread of matcha lattes — and the diversification into cocktails, chai-style drinks and more — 100% positively, and in New York, I personally enjoy discovering new ways to appreciate matcha,” Yoshitsugu Nagano, a tea master based in New York, tells CNET.
Quais diferenças aparecem entre matcha cerimonial, premium e culinário?
A reportagem mostra que parte das marcas testadas é classificada como grau cerimonial, caso do produto da Tezumi e do Naoki Matcha Superior Blend, ambos associados à primeira colheita. Já o Rishi Everyday Matcha, feito com primeira e segunda colheitas, foi descrito como uma alternativa de bom sabor a preço mais baixo, ainda que sem a mesma classificação.
No caso do uso culinário, a lógica é diferente. O Happy Matcha, em sachês individuais, foi apresentado como matcha culinário voltado à praticidade. O Organic Culinary Matcha, da Jade Leaf, foi testado em uma receita de cookies com chocolate branco e apareceu como alternativa adequada para preparos em forno. Segundo o texto, isso ocorre porque o calor reduz compostos e características sensoriais que justificariam o uso de um produto mais caro em receitas assadas.
Como os preços e formatos variam entre os produtos citados?
Os produtos listados apresentam faixas de preço e tamanhos distintos. O Eiryoku Matcha foi anunciado a US$ 48, o Naoki Matcha a US$ 24, o Matchaful a US$ 86 na oferta citada no texto e o Rishi Everyday Matcha a US$ 19. Já o Happy Matcha foi listado a US$ 18, enquanto o produto culinário da Jade Leaf apareceu com preço de US$ 11 no material original.
Além do valor total, a CNET comparou gramagens e custo por grama ou por sachê. O Eiryoku, por exemplo, foi apresentado em embalagens de 20 g, 50 g e 250 g. O Naoki surgiu em versões de 39,7 g, 49,6 g e 99,2 g. O Happy Matcha foi descrito em pacotes com dez ou 30 sticks individuais, voltados a quem prefere praticidade no preparo fora de casa.
Ao reunir esses dados, a publicação organiza uma espécie de guia de compra com recortes por perfil de uso. Em vez de apontar um único produto para todos os consumidores, o teste diferencia opções para consumo puro, latte, viagem, receitas e faixas de preço, sempre com base nas impressões relatadas no conteúdo original.