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Markwayne Mullin é confirmado para chefiar Segurança Interna dos EUA

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Foto de Markwayne Mullin posando de terno, com expressão séria, em ambiente de escritório governamental.
Foto: The National Guard / flickr (by)

Markwayne Mullin foi confirmado pelo Senado dos EUA na noite de segunda-feira, 23 de março de 2026, para comandar o Departamento de Segurança Interna, após indicação do presidente Donald Trump. Ex-lutador de MMA e senador republicano por Oklahoma, ele assume o cargo no lugar de Kristi Noem em meio a uma crise no órgão, marcada por impasse orçamentário, filas em aeroportos, críticas às operações de imigração e pressão política sobre a condução da pasta. De acordo com informações do G1 Mundo, a confirmação ocorreu por 54 votos a 45. Para brasileiros, a mudança é relevante porque o Departamento de Segurança Interna supervisiona áreas como controle de fronteiras, fiscalização migratória e segurança aeroportuária, que afetam a entrada e a permanência de estrangeiros nos Estados Unidos.

Mullin chega ao posto após a demissão de Kristi Noem, chamada no texto original de “Barbie do ICE”, em um contexto de reação pública negativa às ações de imigração e deportação em massa do governo Trump. Desde que teve o nome anunciado, no início de março de 2026, o senador buscou se apresentar como uma figura de estabilidade e disse que pretende tirar o departamento das manchetes.

Como foi a votação e em que contexto Mullin assume o cargo?

A votação no Senado foi majoritariamente partidária. Rand Paul, presidente republicano do comitê responsável pelo tema, votou contra Mullin tanto na comissão quanto no plenário. Já os senadores democratas John Fetterman, da Pensilvânia, e Martin Heinrich, do Novo México, votaram a favor da confirmação, juntando-se à maioria republicana.

O novo secretário assume em um momento de forte desgaste para a pasta. O financiamento regular do Departamento de Segurança Interna expirou em 14 de fevereiro de 2026. Segundo o relato, isso provocou longas filas em aeroportos dos Estados Unidos, já que agentes da Administração de Segurança de Transporte, a TSA, passaram a faltar ao trabalho em vez de atuar sem pagamento. Ao mesmo tempo, Trump determinou o reforço da segurança aeroportuária durante o impasse no Congresso. Como a pasta também abriga órgãos como o ICE, a CBP e a TSA, decisões do departamento podem ter impacto sobre fiscalização migratória, entrada de viajantes e rotinas em aeroportos usados por brasileiros.

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Além da crise orçamentária, os democratas cobram mudanças na política migratória do governo após a morte de dois cidadãos americanos durante protestos neste ano em Minneapolis. Trump rejeitou a proposta mais recente da oposição, e as negociações seguem travadas.

Quem é Markwayne Mullin e qual é sua relação com Trump?

Mullin é senador republicano por Oklahoma e ex-lutador de artes marciais mistas. O texto informa que ele também foi lutador universitário e comandava sessões de treino na academia da Câmara dos Representantes voltada a parlamentares. Apesar de ter mais de uma década de atuação no Congresso e experiência administrativa em uma empresa familiar de encanamento em Oklahoma, ele não era visto como figura central nas discussões sobre imigração.

A proximidade com Trump aparece como um dos fatores centrais de sua ascensão ao cargo. O texto aponta que sua lealdade ao presidente foi determinante para a escolha e registra que ele já defendia a agenda migratória do governo e os agentes do ICE antes da nomeação.

“Posso ter opiniões diferentes de todos nesta sala, mas como secretário de segurança interna, protegerei a todos”, disse Mullin durante sua audiência de confirmação.

Durante a tramitação de seu nome, Mullin entrou em choque com Rand Paul, que questionou seu caráter e seu temperamento em uma audiência considerada acalorada. Democratas também demonstraram ceticismo, por vê-lo como um executor fiel da agenda de Trump.

Quais são os primeiros desafios do novo secretário?

O primeiro desafio indicado no texto é destravar o financiamento do departamento. Os democratas exigem restrições mais rígidas para as operações de imigração como condição para avançar no acordo. Entre os pontos defendidos pela oposição, estão:

  • que agentes de imigração se identifiquem e não usem máscaras;
  • que operações não ocorram perto de escolas, igrejas, hospitais e outros locais sensíveis;
  • que os agentes usem câmeras corporais;
  • e que haja aprovação judicial para mandados antes da entrada em residências ou espaços privados.

Na audiência de confirmação, Mullin afirmou que os agentes deveriam usar mandado assinado por um juiz, e não apenas mandados administrativos, para entrar em residências, exceto em circunstâncias excepcionais. Ele também declarou que evitaria fazer julgamentos antes da conclusão de investigações, depois de recuar de comentários feitos sobre o manifestante Alex Pretti, morto a tiros por um agente do ICE.

O texto também relata que Mullin reconheceu preocupações sobre a instalação de grandes centros de detenção do ICE em bairros residenciais e disse que o corte de verbas federais para jurisdições-santuário seria o último recurso. Ainda assim, a reportagem ressalta que a agenda de imigração continua sendo definida pela Casa Branca, e a expectativa é de que ele siga a orientação de Trump. Para o público brasileiro, esse debate importa porque mudanças na orientação do DHS podem influenciar o ambiente de fiscalização sobre imigrantes e visitantes, embora o texto não detalhe medidas específicas para nacionais do Brasil.

O que muda na FEMA e na gestão de desastres?

Outro tema relevante para a nova gestão é a Agência Federal de Gestão de Emergências, a FEMA. A estrutura vem sendo criticada por sua atuação na ajuda a áreas atingidas por furacões e outros desastres naturais. Segundo o texto, colegas republicanos de Noem afirmaram que a regra adotada por ela, de aprovar pessoalmente contratos acima de US$ 100 mil, atrasou respostas emergenciais.

Na audiência, Mullin rejeitou a ideia de extinguir a FEMA e afirmou que revogaria essa regra de aprovação de contratos. Com isso, sua chegada ao comando do Departamento de Segurança Interna ocorre sob pressão em duas frentes centrais: a política de imigração e a reorganização da resposta federal a desastres.

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