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BRICS confirma debate sobre sistema de pagamentos com CBDCs para 2026

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Os BRICS confirmaram que o debate sobre um sistema de pagamentos transfronteiriços baseado em CBDCs, as moedas digitais emitidas por bancos centrais, seguirá na agenda do bloco em 2026, quando a Índia sediará a 18ª Cúpula do grupo. A proposta foi apresentada pelo Reserve Bank of India e prevê um mecanismo conjunto para transações entre os países-membros com moedas digitais nacionais interoperáveis, em operações feitas de um país para outro sem a necessidade de intermediários financeiros internacionais. O tema ganha relevância no contexto dos esforços do bloco para reduzir a dependência do dólar no comércio internacional.

De acordo com informações da Revista Fórum, a proposta deve ganhar novo impulso ao longo de 2026, com a presidência indiana do bloco. O texto informa que, na cúpula mais recente, o banco central da Índia sugeriu a criação de um mecanismo de pagamentos compartilhado entre os membros, estruturado a partir das respectivas moedas digitais soberanas.

O que foi confirmado pelos BRICS para 2026?

O que foi confirmado é a continuidade das discussões sobre a chamada Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços dos BRICS. A pauta já havia avançado em 2025, quando a Força-Tarefa de Pagamentos do bloco tratou da interoperabilidade entre os sistemas, ponto considerado prioritário na declaração assinada pelos líderes durante os encontros realizados no Rio de Janeiro.

O documento citado no texto original registra que ministros das Finanças e governadores de bancos centrais foram encarregados de continuar as discussões sobre o tema e reconhece o avanço da Força-Tarefa de Pagamentos na identificação de caminhos para ampliar a interoperabilidade dos sistemas de pagamento do grupo.

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“Encarregamos nossos ministros das finanças e governadores dos bancos centrais de continuar a discussão sobre a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços dos BRICS e reconhecemos o progresso alcançado pela Força-Tarefa de Pagamentos dos BRICS (BPTF) na identificação de possíveis caminhos para apoiar a continuidade das discussões sobre o potencial para maior interoperabilidade dos sistemas de pagamento dos BRICS”

Como funcionaria esse sistema de pagamentos entre os países do bloco?

A proposta, segundo o material reescrito, não trata da criação de uma moeda única do BRICS. A ideia é estabelecer uma conexão direta entre moedas digitais soberanas, permitindo que os países realizem liquidações em suas próprias moedas por meio de infraestrutura digital integrada. Na prática, isso poderia reduzir a dependência de sistemas financeiros internacionais e de moedas intermediárias, especialmente o dólar.

A intenção é compartilhar entre os membros a experiência de transações com CBDCs, com operações par a par entre países. Esse modelo busca facilitar pagamentos internacionais dentro do bloco, diminuir custos operacionais e ampliar o uso de moedas nacionais nas trocas comerciais.

  • uso de moedas digitais emitidas por bancos centrais nacionais;
  • transações diretas entre os países-membros;
  • redução da necessidade de intermediários financeiros internacionais;
  • maior interoperabilidade entre sistemas de pagamento do bloco.

Por que o tema é visto como passo para a desdolarização?

O texto original relaciona a proposta ao movimento de redução da dependência do dólar nas transações internacionais. Hoje, parte relevante do comércio entre os membros do BRICS já é feita em moedas locais. Segundo os dados citados, China e Índia realizam até 80% de seu comércio bilateral com suas próprias moedas, enquanto até 65% das transações intra-BRICS já são mediadas por moedas nacionais.

Ao mesmo tempo, o material destaca limitações estruturais. De acordo com o BRICS Expert Council Rússia, a maioria das moedas do bloco, com exceção do yuan chinês, ainda enfrenta liquidez limitada, e os sistemas atuais de liquidação permanecem integrados à infraestrutura ocidental. Nesse cenário, um sistema próprio e interoperável de pagamentos digitais é apontado como alternativa para ampliar a soberania financeira dos integrantes.

A reportagem também menciona que a inspiração para esse arranjo foi tomada do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. No plano internacional, a China já vem investindo em iniciativas como o mBridge, desenvolvido originalmente com apoio do Banco de Compensações Internacionais, para permitir liquidações diretas entre bancos centrais. Assim, a proposta em discussão no BRICS é apresentada como um possível passo na direção de maior circulação de moedas alternativas no comércio global.

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