Maria Beraldo afirmou que o que a move na música é a invenção, ao comentar o impacto de Colinho, álbum indicado ao Grammy Latino 2025 na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa em Língua Portuguesa. A declaração foi dada em entrevista publicada no domingo, 12 de abril de 2026, pela imprensa brasileira. De acordo com informações da CartaCapital, a artista avaliou o disco como uma obra importante em sua trajetória por reunir densidade musical, pesquisa e ousadia estética.
A indicação de Colinho ao Grammy Latino 2025 chamou atenção de parte do público, mas, segundo a reportagem, não causou surpresa entre quem já acompanhava a carreira da cantora, compositora e clarinetista. Maria Beraldo construiu seu percurso artístico desde cedo, com passagens por rodas de choro e samba e trabalhos como instrumentista ao lado de nomes como Arrigo Barnabé e Elza Soares.
Por que Colinho é tratado como um marco na carreira de Maria Beraldo?
Na entrevista, a artista classificou o álbum como central em sua caminhada profissional e ressaltou os desdobramentos trazidos pelo trabalho. Em fala reproduzida pela reportagem, ela disse:
“Colinho é um disco muito importante para a minha carreira. Ele traz muitos desdobramentos. É musicalmente muito denso, tem uma pesquisa muito importante.”
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
Na mesma conversa, Maria Beraldo definiu o disco como uma obra “super ousada e experimental” e sintetizou sua visão artística em uma frase que dá o tom da entrevista:
“O que me interessa na música é a invenção”
Segundo o texto, Colinho atravessa diferentes fronteiras sonoras e combina referências que incluem jazz, punk, pop, samba e música eletrônica. A reportagem também destaca que, nas letras de seus dois álbuns, a artista trabalha aspectos de sua intimidade.
Quais temas aparecem nas composições da artista?
Ao falar sobre as histórias presentes em sua obra, Maria Beraldo relacionou suas canções à experiência pessoal e também a vivências coletivas. Em trecho reproduzido pela matéria, ela afirmou:
“Estamos nesse trabalho de colocar as histórias na roda, porque elas são de todo mundo”
Essas histórias, de acordo com a reportagem, dialogam com questões de sexualidade. A artista também abordou o apagamento de pessoas lésbicas e da comunidade LGBT de maneira geral. Em outro trecho da entrevista, declarou:
“Temos uma história de apagamento das pessoas lésbicas, da comunidade LGBT de maneira geral. Quando falo de minha história, falo de muita gente.”
Além do trabalho autoral, a reportagem apresenta Maria Beraldo como uma artista de atuação múltipla, com presença em diferentes frentes da música e das artes cênicas.
Como a trajetória de Maria Beraldo foi construída até aqui?
Antes de Colinho, Maria Beraldo já havia reunido reconhecimento com Cavala, lançado em 2018. O disco foi indicado a premiações como as da Associação Paulista de Críticos de Arte e do Multishow. A artista também integra o grupo instrumental Quartabê, que, segundo a reportagem, soma quatro álbuns lançados e participações em festivais no exterior.
O texto ainda informa que ela compõe trilhas para cinema e trabalha com o diretor de teatro Felipe Hirsch. Entre os reconhecimentos citados está o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Arranjo Original em Musicais, conquistado com a peça Lazarus, em 2019.
- Indicação ao Grammy Latino 2025 por Colinho
- Indicações anteriores por Cavala
- Participação no grupo Quartabê
- Trilhas para cinema e teatro
- Prêmio Bibi Ferreira por Lazarus
Quais são os projetos mais recentes mencionados na reportagem?
De acordo com a matéria, Maria Beraldo está em fase de conclusão da produção do novo disco de inéditas de Zélia Duncan. Nesse trabalho, ela também fez arranjos, compôs e cantou em uma faixa. A reportagem cita ainda a trilha do novo filme de Carolina Jabor e a participação na série Amora, do Canal Brasil, centrada em relações de amor e afeto entre mulheres.
Outro projeto mencionado é a escrita de uma obra para o Coral Jovem do estado de São Paulo. Ao reunir produção musical, composição, performance e criação para outras linguagens, a trajetória apresentada pela reportagem reforça o perfil de uma artista que transita entre diferentes formatos sem abandonar a busca por experimentação.