Trinta anos após o trágico acidente aéreo que interrompeu a carreira da banda Mamonas Assassinas, os restos mortais dos cinco integrantes serão exumados nesta segunda-feira, 23 de outubro. De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, a medida foi autorizada pelas famílias dos músicos e faz parte de um projeto para criar um ‘memorial vivo’ no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, cidade natal do grupo.
Qual é o objetivo do memorial?
Após a exumação, os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec passarão por cremação. As cinzas serão utilizadas como adubo para o plantio de cinco árvores, uma para cada integrante, com espécies nativas como ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna. O memorial também contará com totens digitais, permitindo que os fãs interajam com a história da banda. Jorge Santana, primo de Dinho e responsável pela preservação da marca dos Mamonas Assassinas, afirmou que o espaço será gratuito.
“O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code, um ‘cantinho Mamonas’. Vai continuar tudo gratuito, não terá nenhuma taxa. Os túmulos continuam existindo, assim como as árvores. A parte da campa vai permanecer; só vai existir também esse memorial, um espaço muito bem cuidado, com bancos e locais para os fãs deixarem mensagens.”
Como foi a tragédia que vitimou os Mamonas Assassinas?
A tragédia ocorreu no dia 2 de março de 1996, quando a banda sofreu um acidente aéreo na Serra da Cantareira ao se aproximar para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. No auge do sucesso, o Mamonas Assassinas era um dos maiores fenômenos da música brasileira, tendo vendido mais de 1,8 milhão de cópias de seu álbum de estreia. Além dos integrantes da banda, o acidente vitimou outras quatro pessoas: o segurança Sérgio Saturnino Porto, o ajudante de palco Isaac Souto, o piloto Jorge Germano Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.
Fonte original: Rolling Stone Brasil