O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), intensificou as ações de vigilância e prevenção contra a malária em todo o território estadual. De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa ocorre em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária, celebrado em 25 de abril, com foco na redução da transmissão e na facilitação do acesso ao diagnóstico rápido. No primeiro trimestre de 2026, o estado contabilizou 5.286 casos confirmados da doença, mantendo a tendência de queda observada nos anos anteriores.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) atua em parceria com os 144 municípios paraenses para garantir a distribuição de insumos e o treinamento de equipes locais. Dados da Coordenação de Controle da Malária revelam que em 2025 houve uma redução de quase 20% nas ocorrências em comparação a 2024, caindo de 24.297 para 19.768 casos. A estratégia atual foca na capacitação de profissionais e na adoção de tecnologias inovadoras para o tratamento eficaz das populações afetadas.
Como está o cenário da malária no Pará em 2026?
A vigilância epidemiológica permanece constante nos centros regionais de saúde para identificar focos de contágio de forma precoce. Além do monitoramento rigoroso, o governo estadual prioriza o tratamento imediato dos casos suspeitos para interromper a cadeia de transmissão do parasita, que é transportado pela fêmea do mosquito Anopheles. O inseto se infecta ao picar uma pessoa doente e transmite o patógeno para indivíduos saudáveis em picadas subsequentes.
Segundo Paoola Vieira, coordenadora do Programa de Controle de Malária pela Sespa, a pasta investe na modernização dos protocolos de atendimento e na logística de distribuição de fármacos:
A Sespa prossegue empenhada na capacitação de profissionais de saúde dos municípios para a adoção de novas tecnologias para combater a doença, incluindo o uso ampliado de testes rápidos e a adoção do antimalárico Tafenoquina, um medicamento inovador de dose única.
Quais são os principais sintomas e formas de tratamento?
A malária manifesta-se inicialmente com sintomas clássicos que podem ser confundidos com outras enfermidades tropicais. É fundamental que pacientes que estiveram em áreas de mata ou igarapés nos últimos 15 dias fiquem atentos aos sinais clínicos e busquem ajuda médica imediata. O tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é integral, simples e gratuito, sendo adaptado conforme o peso do paciente e a espécie do parasita detectado.
Os sintomas mais comuns da malária incluem:
- Febre alta acompanhada de calafrios intensos;
- Dor de cabeça persistente e tremores;
- Sudorese, caracterizada por suor intenso;
- Náuseas, vômitos e cansaço físico;
- Falta de apetite e mal-estar geral.
Como prevenir a proliferação do mosquito transmissor?
A prevenção envolve tanto o controle do vetor quanto a proteção individual. O governo estadual recomenda a instalação de telas em portas e janelas das residências, além do uso constante de repelentes e mosquiteiros durante o repouso. Evitar a construção de casas em áreas muito próximas a criadouros naturais, como igarapés e matas densas, também é uma medida profilática essencial recomendada pelas autoridades de saúde para reduzir o contato com o mosquito.
O uso da Tafenoquina representa um avanço tecnológico significativo para o estado, pois permite a cura da malária causada pelo Plasmodium vivax com apenas uma dose. Esse parasita específico é responsável por mais de 80% das infecções registradas em solo paraense. A agilidade no diagnóstico, realizado por meio de gota espessa obtida por punção digital ou testes rápidos, é crucial para evitar que a doença evolua para quadros graves ou óbitos.
Para sustentar a redução dos indicadores, a Sespa mantém o fluxo de insumos estratégicos para os 13 Centros Regionais de Saúde. Isso inclui o fornecimento regular de inseticidas, medicamentos e kits de teste, além do assessoramento técnico realizado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O esforço conjunto entre os entes federativos visa alcançar a eliminação da doença no longo prazo através de educação em saúde e assistência contínua às comunidades vulneráveis.