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Macaco-prego leucístico é registrado pela primeira vez no Ceará

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Pesquisadores documentaram pela primeira vez um macaco-prego com leucismo, uma condição genética que resulta em pelos brancos, no Parque Nacional de Ubajara, Ceará. O registro ocorreu enquanto os cientistas verificavam gravadores acústicos na área protegida. De acordo com informações do ((o))eco, o leucismo pode ser causado por mutações genéticas e levanta preocupações sobre os impactos da fragmentação do habitat e da endogamia.

O que é leucismo e como ele afeta os primatas?

O leucismo é uma condição genética que resulta na coloração branca dos pelos, diferentemente do albinismo, que é caracterizado pela ausência total de melanina. O caso registrado no Ceará é o primeiro para o gênero Sapajus, que inclui sete espécies de macaco-prego. O primatólogo Tiago Falótico, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, destacou que um segundo indivíduo com manchas no pelo foi encontrado, sugerindo uma possível fragmentação populacional.

Quais são as implicações do registro para a conservação?

Os pesquisadores alertam que, embora a presença de um indivíduo leucístico não indique necessariamente um risco iminente, a ocorrência de dois indivíduos com coloração anormal justifica o monitoramento contínuo. Isso pode sinalizar gargalos genéticos ou fragmentação do habitat, especialmente em áreas como o Parque Nacional de Ubajara, que, apesar de pequeno, abriga ecossistemas florestais da Mata Atlântica.

Qual é a importância do Parque Nacional de Ubajara?

O Parque Nacional de Ubajara, com cerca de seis mil hectares, é o segundo menor do Brasil. Localizado na Caatinga, ele preserva ecossistemas florestais típicos da Mata Atlântica. A conservação desses habitats é crucial para a biodiversidade, incluindo a proteção de espécies como o macaco-prego.

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“Isso nos levou a pensar que a população talvez esteja fragmentada e com pouca variabilidade genética”, alerta Falótico.



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