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Luma lança estúdio de produção com IA em parceria com a Wonder Project

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A Luma, startup de geração de vídeo por inteligência artificial, lançou a produtora Innovative Dreams em parceria com a Wonder Project, serviço de streaming voltado a filmes e séries religiosos distribuídos na Amazon Prime. O anúncio foi divulgado na quinta-feira e prevê o uso de ferramentas de IA da empresa em processos de produção audiovisual, com a primeira série intitulada “The Old Stories: Moses”, estrelada por Ben Kingsley e com estreia prevista para esta primavera no Prime Video. De acordo com informações do TechCrunch, a parceria busca aplicar recursos de criação em tempo real para sets, objetos, iluminação e inserção de atores humanos em cenas digitais.

Segundo a Luma, a Innovative Dreams funcionará como uma empresa de serviços de produção que reúne cineastas experientes da equipe do diretor Jon Erwin e tecnólogos criativos da própria startup. A proposta, de acordo com a empresa, é ajudar estúdios e realizadores a desenvolver projetos ambiciosos com suporte de ferramentas de IA voltadas a texto, imagem, vídeo e áudio.

Como a nova produtora pretende usar a inteligência artificial?

A Luma afirmou que as equipes criativas poderão colaborar em tempo real com os chamados Luma Agents, ferramentas lançadas recentemente pela empresa para executar trabalho criativo de ponta a ponta. A ideia é permitir alterações durante a produção em elementos como cenário, adereços e luz, além da integração de imagens de atores humanos ao material digital.

Em publicação nas redes sociais, a empresa afirmou que esse modelo representa um avanço em relação aos processos atuais de produção virtual e captura de performance, nos quais a composição final costuma ocorrer apenas na pós-produção.

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“This is a significant improvement over the current virtual production and performance capture processes where things come together only in post.”

“This is the leverage of AI — not just faster or cheaper, but better than what came before.”

Qual será o primeiro projeto da parceria?

O primeiro título anunciado é “The Old Stories: Moses”, série estrelada pelo ator britânico Ben Kingsley. A produção tem lançamento previsto para esta primavera no Prime Video. O texto original não detalha a data exata de estreia nem informa outros nomes do elenco.

A Wonder Project foi lançada em 2023 e é comandada pelo diretor Jon Erwin e pela ex-executiva da Netflix Kelly Hoogstraten. Segundo o TechCrunch, a empresa foi criada com o objetivo de atender globalmente o público interessado em conteúdo ligado à fé e a valores. Seu primeiro projeto, “House of David”, uma série dramática bíblica sobre a vida do rei Davi, foi lançado na Amazon Prime em 2025.

O foco será apenas em conteúdo religioso?

Não está claro se a Innovative Dreams ficará restrita a produções religiosas e baseadas na fé ou se também atuará em outros tipos de conteúdo além do escopo da Wonder Project. O TechCrunch informou que procurou esclarecimentos sobre esse ponto.

Em um vídeo de divulgação da parceria, Jon Erwin afirmou que a Innovative Dreams usará um novo processo de “real-time hybrid filmmaking”, descrito por ele como uma combinação de captura de performance, como em “Avatar”, e produção virtual, como em “The Mandalorian”, executada ao vivo e com menor custo por meio das ferramentas da Luma.

Qual é o contexto desse movimento no setor?

O lançamento da nova produtora ocorre em meio ao avanço de empresas de IA para além do fornecimento de ferramentas, entrando diretamente na criação de conteúdo. O texto cita que a startup Higgsfield lançou na semana anterior uma série original iniciada com um episódio de ficção científica de dez minutos. Também menciona que o estúdio criativo Wonder Studios, sediado em Londres, trabalha em um documentário com a Campfire Studios.

Na mesma semana, o cofundador e co-CEO da Runway, Cristóbal Valenzuela, defendeu que estúdios de cinema poderiam redirecionar os US$ 100 milhões gastos em um único filme para a produção de 50 filmes com IA, ampliando as chances de criar um grande sucesso comercial.

O fundador e CEO da Luma, Amit Jain, já havia defendido argumento semelhante ao dizer ao TechCrunch que a alta dos custos de produção em Hollywood tornou o cinema mais limitado. Na visão dele, a IA generativa pode tornar a realização audiovisual mais rápida, barata e eficiente sem perda de qualidade.

O que a tecnologia da Luma promete fazer na prática?

De acordo com Jon Erwin, as ferramentas da Luma permitem filmar um ator humano em qualquer local e depois transportar esse material para uma cena fotorrealista. Ele também afirmou que a tecnologia pode ir além, gerando um novo rosto para que o personagem pareça ser outra pessoa, mas ainda preserve os movimentos e expressões faciais do ator original.

  • Alterações em tempo real em sets, objetos e iluminação
  • Integração de atores humanos em ambientes digitais
  • Uso combinado de captura de performance e produção virtual
  • Aplicação de IA em texto, imagem, vídeo e áudio

O anúncio reforça a estratégia da Luma de posicionar sua tecnologia não apenas como ferramenta de apoio, mas como parte central da cadeia de produção audiovisual. Com a parceria, a empresa passa a atuar mais diretamente no mercado de entretenimento, inicialmente ao lado de uma produtora voltada a obras de temática religiosa.

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