A Justiça de São Paulo tornou o deputado estadual Lucas Bove, do PL, réu em um segundo processo criminal envolvendo a influenciadora Cíntia Chagas, sua ex-mulher. A nova ação trata de dez episódios de suposto descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas no contexto das investigações por violência doméstica. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, e as audiências foram marcadas para outubro, no Fórum Regional do Butantã, na zona oeste da capital paulista.
De acordo com informações do Poder360, a denúncia do Ministério Público foi aceita pelo juiz Felipe Pombo Rodriguez, da Vara Regional Oeste de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Segundo o magistrado, há indícios suficientes de autoria e materialidade para o prosseguimento da ação penal. O pedido da defesa para encerrar o caso nessa fase foi rejeitado.
O que levou a Justiça a abrir o segundo processo?
O novo processo se refere a dez episódios de possível violação das medidas protetivas concedidas a Cíntia Chagas. Essas medidas são previstas na Lei Maria da Penha e podem impor restrições de contato e de aproximação entre as partes, com o objetivo de proteger a vítima durante a tramitação das investigações e ações judiciais.
Se houver condenação por descumprimento dessas medidas, a pena pode variar de três meses a dois anos de detenção. Lucas Bove responde aos processos em liberdade, segundo as informações publicadas.
Quando serão as audiências e como o processo vai tramitar?
As audiências de instrução e julgamento foram agendadas para os dias 6, 7 e 8 de outubro, no Fórum Regional do Butantã. O cronograma informado para essa etapa do processo é o seguinte:
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6 de outubro: depoimento da vítima e das testemunhas de acusação;
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7 de outubro: oitiva das testemunhas de defesa;
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8 de outubro: interrogatório de Lucas Bove.
Essa fase serve para a produção de provas e para a escuta formal das partes e testemunhas antes do julgamento do mérito da ação penal.
O que dizem a defesa, Cíntia Chagas e o próprio deputado?
Em manifestação citada pela reportagem original, a defesa de Lucas Bove negou as acusações e afirmou que o parlamentar não cometeu irregularidades. Já a advogada de Cíntia Chagas declarou confiar em uma condenação ao fim do processo.
Sem mencionar diretamente o caso, Bove publicou uma mensagem nas redes sociais em que agradeceu o apoio recebido e afirmou:
“verdade fala por si”
Cíntia Chagas, por sua vez, escreveu:
“O julgamento ocorrerá após as eleições. Mas ocorrerá. E ele será condenado. Tenho fé na verdade e na justiça deste país”
Qual é o contexto mais amplo do caso?
Lucas Bove já é réu em outro processo, no qual é acusado de violência doméstica, violência psicológica e perseguição contra Cíntia Chagas. Nesse caso anterior, a denúncia apresentada pelo Ministério Público já havia sido aceita pela Justiça, e o processo ainda aguarda julgamento.
Segundo a publicação, o casamento entre os dois durou cerca de 90 dias. Cíntia Chagas entrou com ação contra o ex-companheiro em 2024, e o processo tramita parcialmente sob segredo de Justiça.
Em outro desdobramento citado pela reportagem, o Ministério Público chegou a pedir a prisão do deputado por suposta violação das medidas protetivas, mas a Justiça negou o pedido. Ainda assim, ele foi multado em R$ 50 mil por descumprir ordens judiciais, entre elas a proibição de mencionar publicamente o nome da ex-mulher.
O caso segue em tramitação na Justiça paulista, com novas etapas já definidas para outubro. Até decisão final, as acusações continuam sob análise judicial.