Os réus Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, serão julgados a partir de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, no Tribunal do Júri da Bahia. O crime, ocorrido em agosto de 2023, gerou grande repercussão nacional. De acordo com informações da Agência Brasil, entidades de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional Brasil, estão mobilizadas para garantir um julgamento justo.
Qual a importância deste julgamento?
A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, destacou que o Estado brasileiro deve assegurar proteção, justiça e reparação para defensores de territórios. “Este julgamento precisa ser um marco de verdade, justiça e reparação. Não apenas para sua família e seu quilombo, mas para todas as pessoas defensoras de direitos humanos no Brasil”, afirmou Werneck.
Quais são as acusações contra os réus?
Arielson da Conceição Santos está preso preventivamente, enquanto Marílio dos Santos permanece foragido. Ambos são acusados de homicídio qualificado, feminicídio e outros crimes. O assassinato de Mãe Bernadete ocorreu na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, município da Região Metropolitana de Salvador, e foi cometido com 25 tiros, mesmo após a vítima ter denunciado ameaças frequentes.
- Homicídio qualificado
- Feminicídio
- Outros crimes
Qual o contexto do crime?
Mãe Bernadete fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Jurema Werneck ressaltou que o homicídio não é um caso isolado, mas parte de um padrão de violência e racismo contra comunidades quilombolas no Brasil. “Esperamos um júri independente, transparente e que avance na responsabilização de todos os envolvidos”, concluiu.



