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José Adolfo Moura, criador do programa Dango Balango, morre aos 83 anos

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Foto em estúdio de José Adolfo Moura, sorridente, usando óculos e vestindo paletó sobre camisa clara. Fundo neutro.
Foto: Senado Federal / flickr (by)

O educador e produtor cultural José Adolfo Moura morreu no dia 27 de março de 2026, aos 83 anos, em Belo Horizonte. Vítima de uma parada cardíaca, o ex-professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma das mais importantes instituições de ensino superior do país, deixa um grande legado para a arte e a educação no Brasil, sendo lembrado nacionalmente por idealizar o programa infantil de televisão chamado Dango Balango.

De acordo com informações do UOL Notícias, a morte encerra uma longa trajetória dedicada à união entre a música, o ensino e a gestão do setor cultural. O trabalho do mineiro atravessou gerações com projetos voltados à experimentação lúdica e à promoção do conhecimento artístico.

Quem foi José Adolfo Moura na televisão brasileira?

Nascido no ano de 1942, na cidade de Oliveira, no interior de Minas Gerais, Moura tornou-se um rosto influente nos bastidores da programação infantil no Brasil. Em 2006, ele concebeu o Dango Balango, uma atração originalmente exibida pela Rede Minas que rapidamente ganhou alcance em todo o território nacional. A obra consagrou-se como uma forte referência de entretenimento de qualidade fora do circuito estritamente comercial.

O projeto foi transmitido para todo o país pela TV Cultura, emissora com forte tradição histórica em conteúdo educativo, entre nove de dezembro de 2006 e quatro de abril de 2009. Além disso, o canal por assinatura TV Rá-Tim-Bum também veiculou os episódios entre os anos de 2007 e 2009. A produção se destacou por misturar linguagens artísticas distintas, atraindo a atenção das crianças com propostas que instigavam a imaginação e a criatividade.

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O formato adotado no programa combinava os seguintes elementos fundamentais:

  • As composições musicais originais da banda mineira Pato Fu, reconhecida nacionalmente por trabalhos de sucesso voltados ao público infantil, como o projeto Música de Brinquedo.
  • O tradicional teatro de bonecos manipulados pelo Grupo Giramundo, um dos mais importantes grupos de teatro de formas animadas do Brasil.
  • Pequenas narrativas teatrais com forte foco no aprendizado artístico e educativo.

Qual foi a contribuição do educador para a academia e a cultura?

Antes de brilhar nas telas de televisão, sua formação acadêmica inicial foi estruturada na área da música. Ao longo de sua carreira, ele atuou como professor e diretor da Escola de Belas Artes da UFMG. Durante o seu período letivo, implementou abordagens pedagógicas que exigiam a participação ativa dos estudantes, utilizando recursos como a expressão corporal, os movimentos coordenados e a técnica da improvisação como ferramentas basilares de aprendizado.

Ainda na década de 1960, o professor foi um dos principais articuladores e fundadores do Festival de Inverno da UFMG, realizado na histórica cidade de Ouro Preto, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade. O evento consolidou-se de forma acelerada como um dos mais importantes e prestigiados espaços de intercâmbio e formação artística do país, conectando diferentes gerações de acadêmicos, artistas e alunos ao longo das últimas décadas.

No setor público, sua contribuição direta ocorreu na capital mineira. Ele assumiu a função de secretário-adjunto de Cultura de Belo Horizonte entre os anos de 1989 e 1992. Durante este mandato, o gestor trabalhou ativamente no desenvolvimento e formulação de políticas públicas voltadas ao fomento da produção local e à difusão artística. No mesmo período, ele também encontrou tempo para atuar no audiovisual, dirigindo o documentário chamado “Nascimento, Paixão e Morte Segundo Pipiripau”, lançado em 1989.

Como as instituições definem o legado deixado por Moura?

O falecimento gera luto e comoção entre ex-alunos, familiares e colegas de profissão. O educador deixa a sua esposa, Cecília, além de dois filhos, consolidando uma trajetória irretocável e marcada pela experimentação audiovisual e pela valorização da identidade nacional.

O impacto do trabalho realizado em vida ultrapassa de forma evidente as paredes das salas de aula. A direção da Escola de Belas Artes da UFMG divulgou um comunicado sobre a perda irreparável do ex-diretor, ressaltando que a atuação do professor rompeu as fronteiras do ambiente universitário.

No texto oficial, a instituição acadêmica apontou que a obra de Moura prossegue inspirando as novas gerações e:

“[…] alcançando amplamente a sociedade e a história da cultura brasileira”

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