O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou um novo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso das joias sauditas recebidas pelo então presidente Jair Bolsonaro em viagens internacionais. A decisão, assinada em 18 de março de 2026, busca uma nova análise das acusações da Polícia Federal (PF) contra Frederick Wassef, advogado do ex-presidente.
De acordo com informações da Agência Brasil, a solicitação de Moraes ocorre após a PGR pedir o arquivamento do caso, alegando uma “lacuna legislativa” que impediria a punição de Bolsonaro pela venda das joias. O ministro, no entanto, entende que a procuradoria não analisou a fundo o relatório da investigação contra Frederick Wassef. A PGR é o órgão responsável por atuar nas ações penais perante o STF, enquanto a PF conduz as investigações.
Em 2023, Wassef confirmou ter recomprado um relógio Rolex que havia sido vendido nos Estados Unidos. Moraes determinou o envio dos autos à PGR para que se manifeste sobre o material encaminhado pela Polícia Federal.
“Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal acostado aos eDocs.283/284”, decidiu o ministro Alexandre de Moraes.
O que acontece após o novo parecer da PGR?
Após receber o novo parecer da PGR, o ministro Alexandre de Moraes tomará a decisão sobre o arquivamento ou não do inquérito das joias sauditas.
Qual o teor da investigação da Polícia Federal?
Em 2023, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro por lavagem de dinheiro e associação criminosa, após concluir o inquérito contra o ex-presidente e outras 11 pessoas, incluindo o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A investigação apurou a existência de uma organização criminosa responsável por desviar e vender presentes de autoridades estrangeiras recebidos durante o governo Bolsonaro, especialmente em viagens à Arábia Saudita.
As investigações da PF revelaram que parte das joias foi retirada do país em uma mala transportada no avião presidencial e posteriormente vendida nos Estados Unidos.
Quais os desdobramentos do caso das joias?
- A PGR pediu o arquivamento do inquérito sobre desvio de joias.
- A CGU demitiu um ex-chefe da Receita que atuou no caso das joias sauditas.
- Mauro Cid confirmou que Bolsonaro recebeu US$ 86 mil pela venda das joias.


