O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, afirmou na terça-feira, 21 de abril de 2026, que não pretende aderir a críticas ao Supremo Tribunal Federal com objetivo eleitoral, em meio a debates sobre a atuação da Corte e sua relação com o Congresso Nacional, em Brasília. Segundo o parlamentar, apesar de discordar de algumas decisões do STF, ele não seguirá pressões políticas para endurecer o discurso contra o tribunal. De acordo com informações do DCM.
A declaração foi dada em um contexto de discussão sobre propostas de mudanças no funcionamento do Supremo e de tensão política em torno da Corte. Wagner afirmou que já apoiou alterações institucionais, mas sinalizou que não pretende embarcar em movimentos que, segundo ele, sejam guiados por conveniência política ou pressão de grupos.
O que Jaques Wagner disse sobre a pressão para criticar o STF?
Ao comentar o tema, o senador afirmou que não pretende adotar uma postura de confronto apenas para atender a expectativas políticas. No relato publicado, ele declarou:
“Eu sou um cara de jogo de cintura, mas não chego ao teatro rebolado”.
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Em seguida, reforçou a posição com outra fala direta:
“Se para voltar aqui eu tiver que voltar fantasiado, prefiro não voltar. Se for para ser conduzido, é melhor mudar de ramo”.
A fala foi apresentada no momento em que setores políticos voltaram a discutir a atuação do STF. Wagner indicou que, embora possa divergir de decisões da Corte, isso não significa aderir a um discurso de enfrentamento como estratégia de mobilização.
Qual é o contexto político da discussão sobre o Supremo?
O tema ganhou novo espaço no debate político após discussões sobre a criação de um código de ética para o Supremo, proposta que, segundo o texto original, deverá ser analisada pelo PT durante seu congresso partidário naquele fim de semana, em Brasília.
O senador também lembrou que, em 2023, votou favoravelmente a uma proposta de emenda à Constituição que buscava restringir decisões individuais de ministros do STF. Ainda assim, afirmou que não pretende, nas palavras atribuídas a ele, “ir na onda da galera”, marcando diferença entre defender mudanças pontuais e aderir a uma escalada de críticas.
- Wagner disse discordar de algumas decisões do STF.
- Ele recordou apoio anterior a mudanças no funcionamento da Corte.
- Ao mesmo tempo, rejeitou adotar críticas com foco eleitoral.
O que Flávio Dino afirmou sobre propostas de mudança no STF?
No mesmo debate, o ministro Flávio Dino também se manifestou sobre o tema. De acordo com o texto de origem, ele afirmou:
“mudanças superficiais, assentadas em slogans fáceis, ou de caráter puramente retaliatório, não fortalecem o Brasil”.
A manifestação de Dino foi citada no contexto das propostas relacionadas ao funcionamento da Corte. A fala converge com a avaliação de que alterações institucionais no Supremo não deveriam ser tratadas apenas como resposta conjuntural a conflitos políticos.
Como a CPI do Crime Organizado entrou nesse debate?
O assunto também foi relacionado ao relatório da CPI do Crime Organizado, que sugeriu o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Após a rejeição do documento, Gilmar Mendes solicitou investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por abuso de autoridade.
Ao comentar esse episódio, Wagner disse que não controla decisões do Judiciário e avaliou o efeito político do caso. Segundo o texto original, ele declarou:
“Se você me perguntar se politicamente é bom, eu digo: ‘não’. O cara (Vieira) acaba virando vítima. Mas eu não comando a caneta nem do Gilmar nem do Alexandre”.
O senador também afastou qualquer participação do presidente no episódio, ao dizer:
“Seguramente, não foi Lula que pediu isso”.
As declarações inserem Wagner em uma linha de moderação no debate sobre o STF, ao mesmo tempo em que reconhecem o custo político de iniciativas judiciais envolvendo parlamentares e ministros. O posicionamento expõe uma tentativa de separar divergências institucionais de ações que possam ser interpretadas como retaliação ou cálculo eleitoral.