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Itaú Unibanco confirma a aquisição de ativos do BRB após questionamento

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O Itaú Unibanco confirmou oficialmente na última quarta-feira que uma de suas subsidiárias assinou um compromisso para a aquisição de ativos financeiros pertencentes ao BRB (Banco de Brasília). A manifestação da instituição privada ocorreu em resposta direta a questionamentos formais realizados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que buscava esclarecimentos sobre movimentações recentes no mercado financeiro brasileiro.

De acordo com informações do Poder360, o banco paulista optou por não divulgar os valores exatos ou os detalhes contratuais da operação celebrada com a instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.

Por que o Itaú não considerou a transação um fato relevante?

Em comunicado oficial assinado por Gustavo Lopes Rodrigues, atual diretor de Relações com Investidores da empresa, o Itaú esclareceu o motivo da ausência de especificações financeiras na sua comunicação inicial ao mercado de capitais.

Não obstante, os valores envolvidos na referida transação são imateriais para a Companhia, de acordo com os seus critérios, razão pela qual tal transação não se qualifica como ‘fato relevante’ para o Itaú Unibanco para fins da legislação

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A nota reforça que, dentro da atual escala estrutural do banco privado, a transação não atinge os limites monetários que obrigariam uma ampla e imediata divulgação aos acionistas. A explicação foi remetida ao órgão regulador após uma reportagem do jornal Correio Braziliense levantar suspeitas sobre as negociações.

Como começaram as especulações envolvendo os bancos?

A intervenção da autarquia federal no caso ocorreu após declarações públicas feitas por André Esteves, do BTG. Durante um evento na cidade de São Paulo, o banqueiro revelou que sua instituição estaria avaliando a compra de determinados ativos do BRB.

Na mesma reportagem apurada pela CVM, a publicação relatou que o Itaú e o Bradesco já teriam negociado com o banco brasiliense cerca de R$ 1 bilhão. Esse valor estaria alocado em carteiras formadas por contratos de empréstimos concedidos por Estados e municípios, que contam com o aval do governo federal.

Qual é a atual crise enfrentada pelo BRB?

O Banco de Brasília atravessa um período de acentuada instabilidade gerada pela compra de carteiras pertencentes ao Banco Master. Esta operação de mercado resultou em uma forte deterioração do patrimônio da instituição pública distrital.

A discrepância nos números relacionados à cobertura de riscos expõe a gravidade do cenário atualizado pelas auditorias:

  • Segundo a diretoria do banco, será necessário provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões para equilibrar o balanço.
  • Uma auditoria forense independente aponta para a necessidade emergencial de R$ 13 bilhões.
  • A própria instituição defende que os ativos adquiridos do Banco Master considerados saudáveis somam R$ 21,9 bilhões.

Quais medidas o governo planeja adotar?

Para tentar mitigar os impactos fiscais da crise, a governadora Celina Leão anunciou no dia dez do último mês uma potencial via de escape. Um fundo de investimentos de mercado apresentou uma proposta oficial de R$ 15 bilhões visando adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram parar nos cofres do BRB.

A concretização do resgate patrimonial não é imediata. A administração local enfatiza que a aprovação da manobra depende integralmente da análise técnica e do aval regulatório por parte do Banco Central do Brasil.

Em nota, a gestão distrital assegurou que as negociações em andamento não utilizam novos recursos públicos nem comprometem o caixa atual do banco. O Executivo argumenta que o esforço se concentra estritamente em preservar os interesses econômicos do Distrito Federal.

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