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Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz aos EUA e adiar negociação nuclear

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O Irã apresentou uma proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra, deixando as negociações sobre o programa nuclear iraniano para uma etapa posterior. A informação foi publicada no domingo e repercutia nesta segunda-feira (27), em meio ao impasse diplomático entre Teerã e Washington. Segundo o relato, a proposta foi enviada por mediadores paquistaneses como tentativa de destravar um acordo rápido diante da escalada de tensão regional. De acordo com informações do DCM, que cita o Axios, o plano prevê primeiro um cessar-fogo prolongado ou o fim permanente da guerra para só depois iniciar as tratativas nucleares.

De acordo com o texto, a reabertura do estreito estaria vinculada também ao levantamento do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. A Casa Branca recebeu a proposta, mas ainda não havia indicação clara de que o governo norte-americano estivesse disposto a analisá-la. O presidente Donald Trump, segundo a reportagem original, sinalizou que pretende manter o bloqueio naval, medida apontada como fator de pressão sobre as exportações de petróleo do Irã.

O que prevê a proposta enviada pelo Irã?

Segundo a publicação, a proposta iraniana parte da ideia de separar os temas mais urgentes dos mais sensíveis. Primeiro, haveria um cessar-fogo estendido ou mesmo o encerramento permanente da guerra. Em seguida, o Estreito de Ormuz seria reaberto e o bloqueio dos EUA aos portos iranianos seria suspenso. Somente depois dessa etapa começariam as negociações sobre o programa nuclear do país.

Esse desenho, ainda de acordo com o relato, busca contornar o impasse que marcou as tentativas anteriores de diálogo entre Teerã e Washington. O objetivo seria avançar em pontos considerados imediatos para reduzir a tensão militar e econômica, deixando o tema nuclear para um segundo momento.

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Como Donald Trump reagiu à iniciativa?

À Fox News, Donald Trump afirmou que não via sentido em enviar uma delegação ao Paquistão naquele momento. A declaração foi dada após a mídia iraniana negar que o chanceler Abbas Araghchi negociaria diretamente com representantes de Washington em Islamabad.

“Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual. É muito tempo. Podemos fazer isso igualmente bem por telefone. Os iranianos podem nos ligar se quiserem. Não vamos viajar só para ficar sentados lá”.

Segundo a reportagem, após esse cenário, Trump voltou a cancelar o envio dos emissários Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão. O texto original também informa que o republicano pretende manter o bloqueio naval, o que, na avaliação apresentada, segue pressionando a economia iraniana por meio das restrições às exportações de petróleo.

Qual foi a resposta do chanceler iraniano?

Nesta segunda-feira (27), Abbas Araghchi desembarcou em São Petersburgo para uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro ocorre em um momento de forte tensão no Oriente Médio e, segundo o texto-base, reforça o papel de Moscou como um dos principais aliados internacionais da república islâmica.

Ao comentar o fracasso da última rodada de negociações, realizada entre Omã e Paquistão, Araghchi responsabilizou Washington pelo impasse. Segundo o chanceler iraniano, a posição dos Estados Unidos impediu que as conversas anteriores alcançassem seus objetivos, apesar de avanços registrados. Ele também afirmou que a delegação norte-americana apresentou exigências excessivas.

“A postura dos Estados Unidos fez com que a rodada anterior de negociações, apesar dos avanços, não conseguisse alcançar seus objetivos”.

Sobre o Estreito de Ormuz, Araghchi afirmou que a passagem segura pela rota marítima é uma questão global relevante. O texto informa que o Irã mantém o estreito fechado e sustenta a medida enquanto durar o bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Que outros movimentos diplomáticos e militares cercam a crise?

Antes de viajar à Rússia, Araghchi passou por Omã e Islamabad e também conversou por telefone com o chanceler da Turquia, Hakan Fidan. A movimentação, segundo a reportagem, indica uma tentativa de ampliar os canais regionais de mediação, mesmo sem diálogo direto entre Irã e Estados Unidos.

Em outra frente de instabilidade mencionada no texto, Israel e Hezbollah voltaram a trocar acusações sobre violações da trégua no Líbano. De acordo com autoridades locais citadas pela publicação, ataques israelenses no sul libanês deixaram 14 mortos no domingo, incluindo duas crianças. Já o Exército de Israel informou a morte de um soldado e ferimentos em outros seis militares.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as forças israelenses combatem “vigorosamente” a milícia xiita e defendeu liberdade de ação contra ataques planejados, iminentes ou em andamento. O quadro descrito na reportagem mostra que a proposta iraniana sobre Ormuz surge num contexto mais amplo de instabilidade regional, com frentes diplomáticas abertas e novos episódios de confronto no Oriente Médio.

  • O Irã propôs reabrir o Estreito de Ormuz aos EUA.
  • O plano prevê cessar-fogo prolongado ou fim permanente da guerra.
  • As negociações nucleares ficariam para uma etapa posterior.
  • A proposta teria sido enviada por mediadores paquistaneses.
  • A Casa Branca recebeu o plano, mas sem posição clara até o momento.

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