Uma grande manifestação tomou as ruas de Minab, no sul do Irã, nesta terça-feira (3), em resposta à morte de aproximadamente 165 alunas em um ataque a uma escola na cidade no último sábado (28). Os manifestantes, carregando bandeiras iranianas, prestaram homenagens às vítimas. De acordo com informações do DCM, os Estados Unidos e Israel são apontados como responsáveis pelo ataque. Além do ocorrido em Minab, foram reportados bombardeios em outra escola a leste de Teerã, resultando em duas mortes, e em Abyek, onde um estudante perdeu a vida e outros ficaram feridos.
O governo iraniano solicitou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU em resposta aos ataques. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, classificou as ações dos Estados Unidos e Israel como uma grave violação da soberania do país e um crime de guerra, pedindo condenação internacional.
IRAN : Aerial footage of the emotional funeral procession in Minab for the elementary school girls and teachers who were martyred on the direct orders of the US regime. Around 165 school girls were brutally killer in US-Israel Joint attack.
A presidenta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, também se manifestou, ressaltando a necessidade de proteger hospitais, escolas e residências em conflitos armados e alertando para as potenciais consequências devastadoras de uma escalada no Oriente Médio.
Qual foi a reação de Israel às acusações?
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, evitou comentar o bombardeio à escola feminina de Minab durante uma coletiva no domingo (1º). Quando questionado sobre o assunto, Marmorstein encerrou a discussão, recusando-se a dar mais detalhes.
Quais foram as alegações de Israel para a ofensiva?
O bombardeio ocorreu em um momento de ofensiva em larga escala de Israel contra o território iraniano, sob a alegação de necessidade de “eliminar as ameaças ao Estado” israelense. Explosões foram relatadas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a participação norte-americana na operação, afirmando que “bombas cairão por toda parte”.
A ofensiva foi precedida por semanas de tensão em relação ao programa nuclear iraniano, com Washington e Tel Aviv pressionando Teerã a alterar sua política nuclear, enquanto o governo iraniano defendia o direito de desenvolver a tecnologia para fins pacíficos.
Qual foi a reação da comunidade internacional?
A vencedora do Nobel da Paz Malala Yousafzai expressou seu pesar pelas mortes em uma publicação na rede X. Ela condenou o bombardeio à escola feminina de Minab, que resultou na morte de pelo menos 108 estudantes, afirmando que “o assassinato de civis, especialmente de crianças, é inadmissível”.
Malala também fez um apelo para o fim imediato da escalada de violência, enfatizando que “toda criança merece viver e aprender em paz” e que todos os estados devem cumprir suas obrigações sob a lei internacional para proteger civis e garantir a segurança das escolas.
They were girls who went to school to learn, with hopes and dreams for their future. Today, their lives were brutally cut short.
I am heartbroken and appalled by the U.S. and Israeli strikes on Iran, including reports that a girls’ school in southern Iran was hit, resulting in…