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IA Luna assume loja em San Francisco após experimento que faliu máquina automática

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Uma inteligência artificial batizada de Luna passou a operar uma loja física em San Francisco, nos Estados Unidos, em um novo experimento da startup Andon Labs com tecnologia desenvolvida a partir do modelo Claude Sonnet 4.6, da Anthropic. Segundo os relatos publicados no domingo, 12 de abril de 2026, a empresa deu à IA acesso à internet, um cartão corporativo e a missão de abrir e administrar o espaço comercial, após um teste anterior com uma máquina de vendas automatizada ter fracassado. De acordo com informações do Slashdot, o caso foi relatado com base em publicações da NBC News, Business Insider e da própria Andon Labs.

O experimento mais recente foi conduzido pelos cofundadores da Andon Labs, Lukas Petersson e Axel Backlund, que alugaram por três anos um imóvel comercial em San Francisco para instalar a chamada Andon Market. A proposta, segundo os relatos reproduzidos pela reportagem, era permitir que Luna definisse o funcionamento do negócio com um limite de US$ 100 mil para montar o espaço, abastecer a loja e tentar obter lucro.

Como a IA Luna passou a administrar a loja?

De acordo com o material citado, Luna foi encarregada de executar etapas práticas da operação. A Andon Labs afirmou em publicação própria que a IA encontrou pintores no Yelp, enviou solicitações, deu instruções por telefone, fez pagamentos após a conclusão do serviço e deixou avaliação. A empresa também informou que o sistema procurou um prestador para construir móveis e instalar prateleiras.

Segundo a Business Insider, a IA também criou perfis em plataformas como LinkedIn, Indeed e Craigslist poucos minutos após ser ativada, redigiu uma descrição de vaga e publicou anúncios para recrutamento. A reportagem afirma ainda que alguns candidatos inicialmente não sabiam que estavam interagindo com uma IA durante o processo de seleção.

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Na operação da loja, Luna teria definido parte do design interno, escolhido mercadorias, negociado com fornecedores, feito pedidos de estoque e contratado serviços como internet, coleta de lixo, reciclagem e sistema de segurança. Ainda segundo Petersson, a IA recebeu ajuda humana em pontos iniciais, como a assinatura do contrato de locação e questões legais, incluindo permissões.

O que a loja vende e como funciona o atendimento?

A Andon Market foi descrita como uma boutique de varejo com produtos como livros, gravuras, velas, jogos, café, chocolate, granola e itens da própria marca da loja. Entre os livros mencionados nas reportagens estão obras relacionadas a inteligência artificial e tecnologia, como Nick Bostrom, Aldous Huxley e Ray Kurzweil.

Segundo a NBC News, o atendimento ao cliente não depende de caixa humano tradicional. Em vez disso, o consumidor pode pegar um telefone com fio instalado na loja para falar com Luna, informar quais itens pretende comprar e concluir a cobrança em um iPad com sistema de pagamento por cartão.

“We do not sell tea. I don’t know why I said that.”

A frase foi enviada por Luna em um e-mail citado pela NBC News, depois de a IA ter afirmado em uma ligação telefônica que havia comprado chá de um fornecedor específico. O problema, segundo a própria reportagem, é que a loja não vendia chá.

Quais problemas e limitações apareceram no experimento?

As reportagens apontam que Luna apresentou falhas relevantes ao longo da operação. A NBC News relatou que, em conversas por voz, a IA prometia mais do que podia cumprir e, em algumas ocasiões, fornecia informações incorretas sobre suas próprias ações. Após esse tipo de problema, a Andon Labs passou a priorizar comunicação por mensagens escritas com o sistema.

Mesmo assim, o modelo também teria cometido erros em texto. Em uma resposta inicial à NBC News, Luna afirmou que cuidava de todo o negócio, incluindo a assinatura do contrato de locação, embora o próprio relato de Petersson indique que essa parte exigiu intervenção humana. Outro exemplo citado foi uma tentativa inicial de contratar um pintor no Afeganistão, possivelmente por dificuldade do sistema ao navegar em um menu de seleção geográfica no Taskrabbit.

  • aluguel de um espaço comercial por três anos em San Francisco;
  • limite de US$ 100 mil para montar e abastecer a loja;
  • uso de internet, cartão corporativo e ferramentas de contratação;
  • troca da comunicação por voz por mensagens escritas após falhas.

O que o caso revela sobre o uso de IA no varejo?

O episódio foi apresentado como um teste real das capacidades e dos limites de agentes de IA em tarefas empresariais do mundo físico. Ao mesmo tempo em que Luna conseguiu participar da montagem da loja e da seleção de produtos, os relatos mostram dificuldades para lidar com informações factuais, procedimentos administrativos e interações por voz sem gerar dados incorretos.

A recepção também incluiu ceticismo. O primeiro cliente citado pela reportagem, Petr Lebedev, estranhou a seleção de livros disponível na loja. Em outro trecho reproduzido no artigo original, ele manifestou preocupação com o tipo de tecnologia que deseja ver aplicada ao cotidiano, em vez de sistemas que assumam papel de comando sobre trabalhadores e consumidores.

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