O influenciador Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão por exploração sexual de menores na internet, conforme sentença do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) divulgada no domingo, 22 de fevereiro de 2026. De acordo com informações do TecMundo, a defesa de Hytalo já anunciou que irá recorrer da decisão.
Quais foram as acusações contra Hytalo Santos?
Hytalo foi preso preventivamente em agosto do ano passado após denúncias do influenciador Felca sobre perfis que promoviam conteúdos pornográficos envolvendo adolescentes. O marido de Hytalo, Israel Vicente, também foi condenado pelo mesmo crime, recebendo uma pena de 8 anos e 10 meses. Na sentença, o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Souza destacou que Hytalo expunha crianças e adolescentes de maneira sexualizada nas redes sociais, participando de ambientes artificiais e controlados.
Qual foi a decisão da justiça além da prisão?
Além da pena de prisão, a justiça da Paraíba determinou que Hytalo e seu marido paguem uma indenização de R$ 500 mil por danos morais, considerando a capacidade econômica dos réus e a extensão dos danos causados. A prisão preventiva dos condenados foi mantida, e o Tribunal de Justiça da Paraíba deve retomar o julgamento de um habeas corpus favorável à dupla a partir de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.
Quais são as alegações da defesa e das vítimas?
Uma das vítimas, a influenciadora Kamylinha, que é filha adotiva de Hytalo, afirmou que a condenação do casal deve ser vista como racismo e homofobia.
“Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso”,
escreveu Kamylinha em seu perfil no Instagram. A defesa de Hytalo e Israel alega que os argumentos das testemunhas, que relataram não haver produção de conteúdo adulto nem exploração, não foram considerados.
Quais são as outras acusações enfrentadas por Hytalo e Israel?
Além deste caso, Hytalo e Israel enfrentam um processo na Justiça do Trabalho por tráfico de pessoas para exploração sexual, incluindo denúncias por trabalho em condições análogas à escravidão.
Fonte original: TecMundo