O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), localizado no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, comemorou neste sábado (4) seu oitavo ano de atividades como referência em alta complexidade. Sob a gestão da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), a unidade consolidou-se como um pilar fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, ampliando o acesso a tratamentos especializados e fortalecendo a rede de assistência pública.
De acordo com informações do Governo da Paraíba, o complexo hospitalar atingiu marcas expressivas desde sua fundação em 2018. Ao todo, foram realizados quase 90 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 18 mil procedimentos cirúrgicos, demonstrando a capacidade operacional e a importância estratégica da instituição para a saúde da população paraibana. O foco principal das atividades está concentrado nas áreas de cardiologia e neurologia.
Quais foram os principais resultados cirúrgicos alcançados pela unidade?
Dentro do balanço de oito anos, o volume de procedimentos cirúrgicos destaca o papel do hospital em casos de extrema gravidade. Na especialidade de cardiologia para adultos, a unidade acumulou quase quatro mil cirurgias. Já no campo da neurologia, também voltada ao público adulto, foram registrados mais de 9,5 mil procedimentos. O portfólio de intervenções inclui ainda cirurgias pediátricas especializadas e o implante de marcapassos, essenciais para pacientes com patologias crônicas.
O diretor superintendente da PB Saúde, Cícero Ludgero, enfatizou a relevância do hospital para o sistema estadual. Segundo o gestor, a unidade tem sido peça-chave na redução de índices de mortalidade e no provimento de cuidados altamente qualificados para os cidadãos. Ele destacou que a infraestrutura moderna e a equipe técnica são diferenciais que permitem ao hospital atuar como um centro de excelência em serviços endovasculares e cardíacos.
“Ao longo desse período, a unidade tem sido fundamental na ampliação do acesso a atendimentos de alta complexidade, especialmente nas áreas de cardiologia, neurologia e endovascular, salvando vidas e oferecendo cuidado especializado à população”, afirmou Ludgero.
Como o hospital se tornou referência em transplantes cardíacos?
Um dos maiores marcos históricos do Hospital Metropolitano é a consolidação do seu programa de transplantes. Até o momento, a instituição contabiliza 20 transplantes cardíacos realizados. Entre as conquistas mais notáveis estão o primeiro transplante cardíaco executado integralmente pelo SUS na Paraíba, ocorrido em 2022, e o pioneirismo no transplante cardíaco pediátrico do estado, realizado em 2025. Esse avanço permitiu que a fila de espera por esse tipo de órgão fosse zerada no estado no último ano.
O diretor assistencial da unidade, Rodolfo Almeida, reforçou que o aniversário simboliza a maturação de um serviço que elevou o padrão de atendimento público. Ele pontuou que o desafio contínuo da equipe é manter a excelência assistencial enquanto se busca fortalecer os novos serviços e as tecnologias implementadas. A unidade atende pacientes de todas as regiões da Paraíba, funcionando como o destino principal para urgências e emergências cardiológicas e neurológicas reguladas.
Quais são os principais marcos de atendimento do hospital?
A trajetória de oito anos do Hospital Metropolitano pode ser resumida em indicadores que refletem o compromisso com a saúde pública:
- Realização de quase 90 mil consultas e atendimentos ambulatoriais especializados;
- Execução de mais de 18 mil cirurgias de alta complexidade;
- Marca de 20 transplantes cardíacos, incluindo procedimentos pediátricos e adultos;
- Fila de espera para transplantes de coração zerada no ano de 2025;
- Referência estadual em neurologia e cirurgia endovascular.
Com a manutenção do modelo de gestão focado em resultados e humanização, a unidade hospitalar projeta para os próximos anos a continuidade da expansão de seus serviços. A integração com o sistema de regulação estadual garante que os recursos tecnológicos e humanos do hospital sejam direcionados aos casos que mais necessitam de intervenção especializada, consolidando o HMDJMP como um orgulho da medicina pública paraibana.



